Pontos azuis começaram a cobrir uma enorme placa branca e satélites mostraram água de degelo se juntando em milhares de piscinas sobre a Groenlândia
Imagens de julho de 2025 mostraram água superficial formando reservatórios e canais sobre a porção oeste da camada de gelo
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR No início de julho de 2025, imagens do Landsat 9 revelaram uma superfície cada vez mais salpicada de azul no oeste da Groenlândia. Os lagos de degelo surgem quando neve e gelo derretidos se acumulam em depressões da camada de gelo , formando reservatórios que aumentam e mudam de formato durante o verão. Alguns chegam a se conectar, enquanto outros podem drenar para dentro do próprio gelo.
A estação de derretimento da Groenlândia normalmente se estende de maio ao início de setembro. Com o aumento da radiação solar e das temperaturas, parte da neve superficial derrete e a água começa a correr pelas irregularidades existentes no gelo.
Quando encontra depressões, essa água se acumula e forma lagos de degelo de diferentes tamanhos. Em 2 de julho de 2025, o sensor OLI-2 do Landsat 9 registrou numerosos pontos azuis no oeste da camada de gelo, a leste da geleira Nordenskiöld e a sudeste da geleira Jakobshavn.
Pequenos cursos d’água superficiais transportam água entre depressões e ajudam alguns reservatórios a aumentar rapidamente. À medida que o derretimento continua, canais podem ligar diferentes piscinas ou direcionar a água para zonas mais baixas da camada de gelo.
Nem todos os reservatórios aparecem claramente nas imagens orbitais. Estudos com drones mostram milhares de pequenos lagos e canais com menos de 100 metros quadrados, muitos pequenos demais para serem detectados por sensores de resolução intermediária usados em satélites.
Este vídeo da NASA explica como o derretimento da camada de gelo da Groenlândia é acompanhado a partir do espaço:
A temporada de 2025 já havia registrado dois aumentos importantes do derretimento antes da imagem de julho, um em meados de maio e outro em meados de junho. Ambos foram particularmente intensos ao longo da margem oeste da Groenlândia.
Até 20 de junho, a extensão acumulada do derretimento superficial estava ligeiramente acima da média. Quando julho começou, os pontos azuis estavam maiores e mais numerosos, mostrando a progressão sazonal típica, embora a intensidade varie bastante de um ano para outro.
Quando um lago cresce suficientemente, a pressão da água pode ajudar a abrir ou ampliar fraturas existentes. Parte da água consegue então penetrar profundamente e, em alguns casos, alcançar regiões próximas à base da camada de gelo.
A NASA Earth Observatory explica que essa água pode reduzir temporariamente o atrito entre o gelo e o substrato rochoso, favorecendo aceleração local do fluxo em direção à costa. O efeito varia conforme local, volume de água e estrutura interna do gelo.
A camada de gelo da Groenlândia cobre aproximadamente 1,7 milhão de quilômetros quadrados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.