Na renda fixa, debêntures lideram ganhos e prazo separa vencedores no Tesouro IPCA+
As debêntures foram o melhor investimento da renda fixa em julho.
O IDA-DI, índice que acompanha as debêntures pós-fixadas, atreladas ao CDI, rendeu 1,39% no mês, o equivalente a 119% do CDI, e também lidera os últimos 12 meses, com 14,99%.
Logo atrás vieram os pós-fixados tradicionais.
O CDI rendeu 1,16% em julho e acumula 14,78% em 12 meses, resultado entregue com a Selic em 14,25%, taxa que vigorou ao longo de todo o mês e só caiu para 14% na reunião do Copom de 5 de agosto.
Quem estava no Tesouro Selic ou em CDB de liquidez diária perto de 100% do CDI capturou praticamente esse retorno.
A poupança, no comparativo popular, rendeu 0,67%, o equivalente a 58% do CDI, e segue como a alternativa conservadora menos eficiente para quem tem conta em corretora, mesmo considerando a isenção de Imposto de Renda.
O prazo separou vencedores e perdedores os títulos de inflação Entre os papéis de inflação do Tesouro, a diferença de retorno dependeu do vencimento.
O IMA-B 5, que reúne papéis do Tesouro IPCA+ com prazo de até cinco anos, rendeu 1,13% no mês.
Já o IMA-B 5+, com vencimentos acima de cinco anos, ficou em apenas 0,12%.
É um ponto percentual de distância entre dois índices que investem exatamente no mesmo papel.
A explicação está na variação das taxas, mas a relação é inversa.
O Tesouro IPCA+ 2029 passou a 8,27% ao ano, ante 8,6% um mês antes.
Essa queda gerou ganho de marcação a mercado que se somou ao rendimento corrente do papel.
Nos vencimentos longos, as taxas ficaram estáveis e em patamar elevado, com o Tesouro IPCA+ 2035 a 8,1% e o 2050 a 7,7%, de modo que o índice que recorta os títulos com vencimento acima de 5 anos entregou pouco além do rendimento do período.
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