MS reduz importação de fertilizantes em 22% e compra de nitrogenados cai 34%
Mato Grosso do Sul importou 116 mil toneladas de fertilizantes entre janeiro e setembro de 2026, volume 22% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando as compras externas somaram 148,6 mil toneladas.
A queda foi puxada principalmente pelos fertilizantes nitrogenados e fosfatados, enquanto as importações de potássicos avançaram.
Os dados são do Boletim de Fertilizantes de setembro da Aprosoja-MS (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul), elaborado com base em informações do ComexStat, sistema de estatísticas de comércio exterior do governo federal.
A redução ocorre em um cenário de retração também nas importações brasileiras e de incertezas relacionadas aos preços internacionais dos insumos.
Embora a diminuição dos volumes comprados no exterior não signifique, necessariamente, risco de desabastecimento, o movimento mantém a atenção sobre os custos de produção e o planejamento financeiro dos produtores rurais.
Entre os principais tipos de fertilizantes, os nitrogenados tiveram a maior redução em volume absoluto no Estado.
As importações passaram de 87,2 mil toneladas nos nove primeiros meses de 2025 para 57,6 mil toneladas no mesmo intervalo deste ano, uma queda de 34%.
Os fertilizantes fosfatados apresentaram recuo ainda maior em termos percentuais.
O volume importado caiu de 15 mil toneladas para 8,7 mil toneladas, redução de 42% na comparação anual.
Na contramão dos demais grupos, os fertilizantes potássicos registraram crescimento nas compras externas.
As importações passaram de 26,7 mil toneladas entre janeiro e setembro de 2025 para 34,1 mil toneladas no mesmo período de 2026, aumento de 27,7%.
A composição das importações estaduais também revela concentração na origem dos produtos.
Segundo o boletim da Aprosoja/MS, 86% dos fertilizantes importados por Mato Grosso do Sul vieram da Bolívia e 14%, da Rússia.
Queda também ocorre no Brasil - No cenário nacional, as importações de fertilizantes somaram 28,6 milhões de toneladas entre janeiro e setembro de 2026, contra 33,8 milhões de toneladas no mesmo período de 2025.
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