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IA chega à escola e traz um desafio: ajudar o aluno sem pensar por ele

Campo Grande News ·
IA chega à escola e traz um desafio: ajudar o aluno sem pensar por ele

Uma ferramenta capaz de entregar respostas em segundos coloca a escola diante de uma pergunta que exige mais tempo para ser resolvida: como usar a inteligência artificial para ensinar sem deixar que ela faça pelo aluno o esforço de aprender? Em Mato Grosso do Sul, a discussão envolve também o acesso de empresas às informações dos estudantes, a preparação dos professores e o risco de ampliar desigualdades digitais.

O alerta foi feito pelo professor Paulo Cezar Rodrigues dos Santos, superintendente de Informação e Tecnologia da Secretaria de Estado de Educação (SED), em entrevista ao podcast da i4t, conduzida pelo especialista em inteligência artificial Alcir Abuchaim.

Na avaliação do gestor, incorporar a tecnologia à rotina escolar exige planejamento pedagógico e profissionais preparados para orientar seu uso e avaliar as respostas produzidas.

“O professor não é aquele que somente ensina, é aquele que desenvolve o pensamento crítico e a sociabilidade dentro da sala de aula.

Nós não queremos uma escola que peça para a IA pensar pelos nossos alunos.

Queremos uma escola que use a inteligência artificial para que eles aprendam a aprender”, afirmou.

A distinção tem consequências para o ensino.

Obter uma resposta pronta é diferente de compreender um problema, confrontar informações e construir um raciocínio.

Por isso, segundo Paulo César, o papel do professor permanece central: cabe ao educador direcionar o uso da ferramenta e verificar se ela contribui para a aprendizagem.

Há, porém, uma preocupação que começa antes de a tecnologia chegar à sala de aula: quais informações uma solução precisa acessar para funcionar e o que acontece com esses dados depois.

Segundo o superintendente, a oferta de ferramentas cresce rapidamente, mas nem todos os desenvolvedores demonstram conhecer os cuidados necessários para lidar com informações de crianças e adolescentes.

“Chega uma solução querendo acesso à nossa base de dados, que contém informações sensíveis dos alunos.

A primeira pergunta que faço é se o sistema promove a anonimização desses dados.

Não podemos utilizar ferramentas sem conhecer os riscos e sem estabelecer protocolos de proteção”, relatou.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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