Família recorre à Justiça após gastar R$ 21 mil com fórmula para bebê alérgico a leite de vaca no AC
Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) pode desencadear sintomas como urticária, problemas gastrointestinais e até sinais mais graves, como choque anafilático Magnific Uma família de Feijó, no interior do Acre, gastou mais de R$ 21 mil em sete meses para garantir a alimentação de um bebê de 11 meses diagnosticado com Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV).
Com os gastos, os pais entraram na Justiça em novembro do ano passado para ter acesso à alimentação.
Em junho, a Justiça determinou que o Estado fornecesse o leite, contudo mesmo após a decisão judicial, os pais afirmam que o produto não tem sido entregue regularmente. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp A mãe da criança, que pediu para não ser identificada, contou ao g1 que o bebê nasceu em setembro do ano passado e que, até junho deste ano, quando a Justiça determinou o fornecimento da fórmula, a família havia comprado 69 latas do produto por conta própria.
"Foram 69 latas compradas e mais de R$ 21 mil gastos nesse período.
A gente precisou se desdobrar para conseguir comprar a fórmula em Rio Branco, por cerca de R$ 305 a lata, além de pagar o frete até Feijó", relata.
Filho da influenciadora digital ViihTube sofre da mesma alergia; entenda A Justiça determinou que o governo fornecesse imediatamente oito latas de 400 gramas por mês, de forma contínua, enquanto houver necessidade clínica, sob pena de multa diária.
Segundo a família, a primeira remessa foi entregue em junho.
Ao g1, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), disse que o processo está em fase de tramitação interna entre a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a assessoria jurídica da pasta.
Até esta quarta-feira (19), ainda não foi encaminhado o pedido à indústria farmacêutica onde a fórmula é comprada.
O bebê nasceu prematuro, com 30 semanas de gestação, e precisou ser transferido para Cruzeiro do Sul, onde permaneceu internado por quase dois meses em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal.
Durante a internação, a mãe retirava leite materno com auxílio de uma bomba para alimentar o filho.
Após a alta da UTI e a transferência para a sala do método canguru, a criança começou a apresentar sangue nas fezes logo após as mamadas.
"Os médicos estranharam o sangramento e fizeram vários exames para investigar possíveis infecções.
Depois, a equipe concluiu que se tratava de APLV, uma condição em que o organismo reage às proteínas do leite como se fossem uma ameaça", explicou a mãe. 🔎 A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) afeta cerca de 1% dos bebês e crianças de até 2 anos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Acre.