Tesouro Direto hoje: IPCA+ rompe 8% e prefixado beira 16% após vitória de Lula
As taxas dos juros futuros abriram com forte volatilidade nesta segunda-feira (26), no primeiro pregão após o segundo turno, após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de virada no segundo turno das eleições brasileiras neste domingo (25), algo inédito na história do país.
Com isso, o Tesouro Direto mostra uma mensagem de "mercado em manutenção", às 10h11.
No mesmo horário, a B3 também interrompeu as negociações na bolsa, no acionamento do chamado "circuit breaker".
Acompanhe o dólar hoje Acompanhe o Ibovespa hoje Normalmente, o Tesouro interrompe as negociações em razão das variações bruscas nos preços.
Os juros futuros têm dificuldade para operar à medida que batem sucessivamente os limites de oscilação definidos pela B3 e que já foram ampliados por duas vezes hoje.
O resultado do segundo turno, que colocou Lula para um quarto mandato, contrariou o que eram as expectativas dos investidores e as projeções das últimas pesquisas para o pleito, que mostravam uma tendência de vitória para Flávio Bolsonaro (PL).
Resultado da eleição Os juros continuam pautados pela sensibilidade ao cenário doméstico e, agora, ao resultado do pleito que reelegeu Lula para o quarto mandato do petista.
Os papéis do Tesouro Direto refletem diferentes percepções de risco associadas aos cenários para a próxima administração federal, principalmente nos vencimentos mais longos, mais sensíveis às expectativas fiscais.
O mapa do dinheiro dos milionários: ranking revela onde os ricaços estão investindo Quanto dinheiro seu filho pode ter aos 18 anos se você começar a investir agora? Na avaliação de Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, a forte pressão na abertura é resultado do aumento dos prêmios de risco diante da incerteza sobre a política fiscal e do impacto cambial sobre a inflação.
"A possibilidade de desvalorização acentuada do real pode elevar as expectativas inflacionárias e reduzir o espaço para flexibilização monetária", explica ele.
O especialista também complementa que economistas já discutem a possibilidade de o Banco Central interromper antecipadamente o ciclo de cortes da Selic.
Embora parte das projeções ainda considere uma redução em novembro, ele cita que a continuidade do ciclo em dezembro tornou-se mais incerta.
"A trajetória das taxas dependerá não apenas da reação inicial, mas também dos sinais concretos sobre a política econômica e fiscal do novo governo", diz.
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