Seminário contra o Judiciário não consegue alavancar audiência
Propagandeado como um debate sobre o “aprimoramento” da Justiça, o seminário “O Judiciário em Debate: Integridade, Eficiência e Acesso à Justiça”, realizado pelo jornal Folha de S.Paulo, tem sofrido para atrair atenção na internet. reprodução Youtube Folha de S.Paulo Evento realizado pela Folha de S.
Paulo tem baixa visualização em plataforma digital O vídeo sobre o primeiro dia do evento , no dia 10 de agosto, soma pouco mais de 2,5 mil visualizações e apenas 69 “curtidas” no YouTube, depois de oito dias no ar.
No momento da transmissão ao vivo, a audiência em tempo real mal chegava a cem espectadores.
O segundo dia de seminário , na última segunda-feira (17/8), teve desfecho semelhante: menos de 2 mil acessos e 51 curtidas até a publicação deste texto.
A Folha costuma criticar eventos não promovidos por ela por ver conflitos de interesse entre patrocinadores e pessoas públicas, como juízes, mas aceitou o patrocínio da BHP, empresa responsável pelo rompimento da barragem de Fundão (em Mariana, Minas Gerais).
O acidente, em 2015, matou 19 pessoas, causou o aborto do bebê de uma sobrevivente e deixou mais de 600 pessoas desabrigadas, além de 1,2 milhão sem acesso a água potável.
Desde então, a BHP busca melhorar sua imagem aproximando-se de empresas de comunicação.
Diante de críticas, o jornal resolveu omitir o nome do patrocinador do seminário.
Sugestões inconstitucionais Na estreia , participantes do evento apresentaram algumas sugestões inconstitucionais de reforma do Judiciário.
O cronista Conrado Hübner Mendes , por exemplo, questionou a vontade do STF de criar um código de ética e sugeriu que a tarefa fique a cargo do Legislativo.
“Não necessariamente é mais fácil (reformar o Judiciário) porque o Supremo pode fazer.
São justamente eles que estão resistindo a isso.
Também é possível fazer um código de ética do STF pelo Legislativo.
O Supremo vai gritar, vai (dizer que isso vai) ferir a independência.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.conjur.com.br — o conteúdo pertence a Consultor Jurídico.