Investigação aponta três investidas do grupo de Lulinha e Luchsinger na Saúde
Nenhuma das parcerias oferecidas à pasta continha valores condizentes com os praticados em contratos existentes
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O Ministério da Saúde foi alvo de pelo menos três tentativas do grupo formado por Antônio Carlos Camilo Antunes , o “Careca do INSS” , Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha , de tentar fechar contratos com a pasta do governo federal, registrou a Folha de S.Paulo com base em investigações da Polícia Federal.
Além da venda de 626 milhões de reais em medicamentos à base de canabidiol, o grupo buscava realizar a entrega de testes rápidos para o diagnóstico para dengue e outras arboviroses.
O contrato de cerca de 1 bilhão de reais previa o fornecimento dos testes por meio de uma importadora com sede em Santana de Parnaíba (SP).
Camilo Antunes, Roberta Luchsinger e Lulinha também teriam negociado parcerias produtivas com a Iquego (Indústria Química do Estado de Goiás S.A.), laboratório público ligado ao Governo de Goiás.
A natureza das parcerias não consta nos documentos obtidos pelo jornal.
As investigações da PF apontam que Lulinha atuava em “comunhão de interesses econômicos” com Roberta Luchsinger.
A lobista que pagou 217 mil reais em faturas de cartão de crédito, entre outras despesas, para Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola , ex-chefe de gabinete do presidente Lula (PT).
Lulinha também é investigado como possível “sócio oculto” do Careca do INSS
“A fim de dar transparência à investigação para todos os atores da persecução penal, a partir da relação estabelecida entre ANTÔNIO CAMILO e ROBERTA LUCHSINGER, vislumbra-se a possibilidade de vínculo indireto entre ANTÔNIO CAMILO e terceiro que, em tese, poderia atuar como sócio oculto , por intermédio da mencionada ROBERTA, que funcionaria como elo entre ambos. Tal pessoa pode ser FÁBIO LULA DA SILVA” , escreveu a PF em representação enviada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
O Ministério da Saúde afirmou que nenhuma das iniciativas “teve qualquer encaminhamento ou repercussão” .
Conforme apontou o jornal, nenhuma das três parcerias oferecidas à pasta continha valores condizentes com os praticados em contratos existentes.
Em relação à venda de medicamentos à base de canabidiol, o ministério gasta cerca de 5 milhões de reais por ano com a compra das doses, que é custeada, em sua maior parte, por estados e municípios.
O plano de venda de testes rápidos, avaliado em 1 bilhão de reais, também está fora da realidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.