Saiba o que a polícia encontrou na casa do ex-vereador Milton Leite
A Polícia Civil e o MP-SP encontraram uma passagem secreta e R$ 765 mil reais em dinheiro na casa do ex-vereador Milton Leite em Sorocaba, no interior de São Paulo.
Leite era procurado desde a manhã de quinta, 17, após ser alvo de um mandado de prisão temporária no âmbito da Operação Vectura Corrupta, deflagrada pela Polícia Civil e pelo MP-SP na quinta-feira, 17, para apurar a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista.
Leite foi vereador por sete mandatos consecutivos e presidiu a Câmara Municipal por seis anos.
Ele deixou a Câmara ao final de 2024, após 28 anos no Legislativo.
Mesmo sem mandato, continuou atuando e tendo influência na política.
Leia mais Milton Leite nega elo com PCC e promete se entregar em até 24 h Ex-vereador Milton Leite se entrega à polícia PF desarticula quadrilha de tráfico e lavagem de dinheiro A polícia apura a possibilidade de ter ocorrido um vazamento da operação, uma vez que Leite ficou mais de 24 horas foragido .
Dos 16 mandados de prisão temporária autorizados pela Justiça, 11 foram cumpridos até o momento.
Outras cinco pessoas, incluindo o presidente do Água Santa, Paulo Sirqueira Korek Farias, ainda estão foragidas.
A ação de quinta-feira é um desdobramento da Operação Dercúrio, deflagrada em agosto de 2024 contra um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas operado pelo PCC .
Na época, a investigação revelou uma complexa rede de comunicação usada pela facção para manter contato entre integrantes da "Sintonia Restrita" e da "Sintonia dos Gravatas", além de projetos para lançar faccionados como candidatos nas eleições municipais.
A Justiça autorizou o mandado de prisão temporária contra Leite sob a justificativa de que ele é "citado nominalmente por diversas vezes como responsável direto pela operação de algumas das empresas controladas pelo PCC".
"Somado a isso, há declarações de policiais militares, em procedimento que tramita no Tribunal de Justiça Militar, de que ele seria o dono de fato da empresa Transwolff", disse o desembargador Sergio Ribas em sua decisão.
A Transwolff é uma empresa de ônibus que foi alvo da Operação Fim da Linha, do MP-SP, em 2024.
A companhia foi investigada sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC e teve o contrato com a Prefeitura de São Paulo cancelado.
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