ChatGPT ads pode mudar como consumidores pesquisam antes de comprar
Hoje, alguém interessado em trocar de celular, por exemplo, pode pesquisar modelos no Google, visitar diferentes lojas, assistir a vídeos, consultar avaliações e comparar preços antes de escolher. Em uma conversa com inteligência artificial, parte desse processo pode acontecer no mesmo ambiente.
Para os anunciantes, a novidade pode representar mais do que simplesmente adicionar outra plataforma ao planejamento de mídia. A diferença está na possibilidade de alcançar consumidores a partir do contexto apresentado durante a conversa.
Uma loja de móveis, por exemplo, pode deixar de disputar somente pesquisas genéricas por “sofá” e passar a encontrar um consumidor que procura um modelo para apartamento pequeno, já informou uma faixa de preço e precisa receber o produto em determinado prazo.
A mudança também pode aumentar a importância da presença digital das marcas fora das campanhas publicitárias. Sites atualizados, informações claras sobre produtos, preços, características, políticas comerciais e conteúdos capazes de responder às dúvidas dos consumidores tendem a ganhar relevância em um ambiente mediado por inteligência artificial.
“Não basta investir em mídia. As empresas precisarão construir autoridade, organizar melhor suas informações e produzir conteúdo capaz de responder às dúvidas reais do consumidor. A inteligência artificial tende a valorizar relevância e confiabilidade”, explica João Vinas.
Custo de aquisição de clientes, qualidade dos contatos gerados, taxa de conversão e retorno sobre investimento estão entre os indicadores que deverão ser acompanhados à medida que os formatos publicitários amadureçam e haja maior volume de dados sobre seu desempenho.
“A plataforma ainda passa por um processo natural de amadurecimento. As empresas precisam acompanhar a evolução da mensuração, entender os formatos disponíveis e avaliar se esse canal realmente faz sentido para seus objetivos de negócio”, aponta João Vinas.
Na avaliação dos especialistas, a tendência não é necessariamente de substituição das plataformas existentes. Google, Meta e OpenAI podem ocupar momentos distintos da decisão de compra.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.