Eleições: Morgan Stanley adota postura mais defensiva para ações brasileiras
O Morgan Stanley afirmou estar adotando uma postura mais defensiva em relação ao mercado acionário brasileiro diante da aproximação das eleições presidenciais de outubro e do aumento das incertezas relacionadas ao cenário econômico e político.
Segundo afirmou o banco em relatório, o ambiente para 2027 se tornou mais desafiador, levando a instituição a revisar parcialmente suas preferências setoriais.
Leia também Ibovespa sobe após queda do IPCA-15 e com sinal de estrangeiros voltando ao mercado Por volta das 12 horas, o Ibovespa subia 0,32%, a 175.142 pontos mas distante da máxima do dia, de 176.296 pontos (+0,98%), o maior nível desde 6 de agosto A casa destacou que continua com recomendação de overweight (sobrepeso, equivalente a compra) para os setores de serviços financeiros, aeroespacial, agricultura e energia.
Em contrapartida, mantém uma visão underweight (menos peso, equivalente a compra) para transporte, bebidas, bancos e varejo, refletindo a avaliação de que alguns segmentos domésticos podem enfrentar pressões maiores em um contexto de desaceleração econômica.
De acordo com o Morgan Stanley, a decisão de adotar uma estratégia mais cautelosa não representa uma aposta em um resultado específico para as eleições do quarto trimestre de 2026.
Em vez disso, o banco avalia que o perfil de risco para os setores mais expostos ao mercado interno se tornou mais assimétrico à medida que o crescimento perde força e aumenta a probabilidade de continuidade das políticas atuais.
Nesse contexto, a casa acredita que o cenário macroeconômico brasileiro tende a se tornar mais complexo ao longo dos próximos meses.
A combinação de atividade mais fraca, preocupações persistentes com a trajetória fiscal e maior incerteza sobre a direção das políticas econômicas amplia os riscos para os lucros corporativos e para a economia doméstica.
Para lidar com esse ambiente, o Morgan Stanley afirma adotar uma estratégia de “barbell” (barra com pesos nos dois lados, em português), buscando equilibrar a carteira entre empresas com receitas em dólar e companhias mais ligadas ao mercado doméstico.
Na avaliação do banco, as exportadoras e geradoras de receita em moeda americana tendem a se beneficiar caso haja continuidade das políticas vigentes.
Por outro lado, as empresas voltadas ao mercado interno poderiam apresentar melhor desempenho caso ocorra uma mudança de orientação política após as eleições.
Dessa forma, o banco busca manter exposição a ambos os cenários, reduzindo o risco de concentração em uma única tese de investimento.
Ajuste fiscal As preocupações com o fiscal não ficaram de fora da avaliação do banco.
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