Um animal transparente produz arco-íris no corpo sem emitir luz e o efeito vem de fileiras microscópicas em movimento
As cores mudam continuamente porque as fileiras de cílios estão sempre em movimento para a locomoção
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O que você vai ver O que são as fileiras de cílios responsáveis pelo efeito. Como a difração da luz produz as cores visíveis. Por que esse efeito não deve ser confundido com bioluminescência. Como o movimento dos cílios muda as cores observadas. Por que essa distinção importa para quem estuda o animal. Um animal transparente produz faixas coloridas de arco-íris ao longo do corpo sem emitir luz própria, efeito óptico que vem de fileiras microscópicas de cílios em movimento contínuo, e não de qualquer forma de bioluminescência.
Segundo o Smithsonian, ctenóforos exibem fileiras de cílios distribuídas ao longo do corpo, estruturas microscópicas semelhantes a pequenos pelos que se movem de forma coordenada para permitir a locomoção desses animais marinhos gelatinosos pela água.
Essas fileiras de cílios, além de sua função locomotora, também são responsáveis pelo efeito visual de arco-íris observado no corpo do ctenóforo, já que sua estrutura repetitiva e organizada interage de forma específica com a luz que incide sobre o animal.
¡ #BuenosDías ! El #ctenóforo americano (Mnemiopsis leidyi) tiene cuatro hileras de peines ciliados que refractan la luz al ser molestados. Se trata de una peligrosa especie invasora • pic.twitter.com/Tq5KzRK596 vía @wonderofscience #VideoCiencia Mari Bergsvåg & Joan J. Soto Àngel
O efeito de arco-íris observado nos ctenóforos surge por difração da luz nas fileiras de cílios, fenômeno óptico em que a luz se separa em diferentes comprimentos de onda ao atravessar ou refletir numa estrutura repetitiva em escala microscópica, como as fileiras de cílios do animal.
Esse tipo de difração não depende de nenhum pigmento colorido presente no corpo do ctenóforo, já que as cores observadas resultam inteiramente da interação física entre a luz ambiente e a estrutura regular dos cílios, e não de qualquer substância química capaz de gerar cor por si só.
Bioluminescência envolve a produção ativa de luz própria por um organismo, geralmente através de reações químicas internas, processo completamente diferente do efeito de arco-íris dos ctenóforos, que depende apenas da luz ambiente sendo difratada pelas fileiras de cílios.
Essa distinção é importante porque, à primeira vista, o brilho colorido produzido pelos ctenóforos pode parecer semelhante a fenômenos bioluminescentes observados em outros animais marinhos, mas a ausência de emissão própria de luz confirma que se trata de um efeito puramente óptico e estrutural.
Como as fileiras de cílios estão em constante movimento para permitir a locomoção do ctenóforo, o padrão de difração da luz também muda continuamente, o que faz as cores visíveis no corpo do animal parecerem mudar e se deslocar conforme os cílios se movimentam.
Esse efeito dinâmico, com cores que se alteram junto ao movimento do animal, é parte do que torna o fenômeno visualmente tão marcante, já que o padrão de arco-íris não permanece estático, mas acompanha diretamente a atividade locomotora contínua do ctenóforo na água.
Noce di mare (Mnemiopsis leidyi).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.