Policiais chegam ao Parque Terra Ronca para investigar incêndio que dura cinco dias
A Polícia Civil de Goiás começou neste sábado (15) a investigar as causas e a possível autoria do incêndio que atinge o Parque Estadual de Terra Ronca, no nordeste de Goiás, desde o último domingo (10). Uma equipe com quatro policiais da Delegacia Estadual de Meio Ambiente (Dema) chegou a São Domingos para realizar diligências na região.
Segundo o delegado Luziano Carvalho, titular da Dema, os policiais estão ouvindo moradores e testemunhas e utilizando GPS e drones para tentar identificar os pontos de origem e a forma como o fogo se espalhou. A investigação também vai buscar vestígios que possam levar aos responsáveis pelo incêndio.
“Estou com quatro policiais hoje (15/08) fazendo diligências, ouvindo moradores e testemunhas, usando GPS e drones de última geração. Agora precisamos chegar à autoria”, afirmou o delegado. Segundo ele, entre os elementos que podem ser encontrados durante as diligências estão marcas deixadas por caçadores ou outras evidências que indiquem a presença de pessoas nos locais onde surgiram os focos.
O primeiro foco foi identificado no dia 10 de agosto, em uma fazenda da região. Depois, novos focos apareceram em outros pontos, o que dificultou o combate e ampliou a área atingida. O já atinge cerca de 11 mil hectares.
A Dema também está reunindo informações de outros órgãos que acompanham o incêndio. De acordo com Luziano, a Polícia Civil está recebendo relatórios do Ibama, ICMBio, Corpo de Bombeiros e da Polícia Científica para auxiliar na apuração.
Para o delegado, um dos principais problemas relacionados aos incêndios florestais na região é a prática de queimadas para eliminar lixo, restos de vegetação ou renovar pastagens, o que leva a acreditar, neste momento, que o incêndio é criminoso.
Luziano estima que cerca de 90% dos incêndios tenham alguma relação com ação humana. Ele ressalta que uma queimada iniciada de maneira aparentemente controlada pode sair do controle e atingir áreas de vegetação nativa.
A legislação ambiental prevê punições para quem provoca incêndios em vegetação. Dependendo das circunstâncias e do crime enquadrado, a pena pode chegar a oito anos de prisão.
Enquanto a investigação avança, equipes permanecem mobilizadas para acompanhar o avanço das chamas no parque. A prioridade da Polícia Civil, neste momento, é reconstruir a trajetória dos focos e identificar a origem do fogo para chegar aos responsáveis.
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