Tesouro deposita R$ 257 bi nesta segunda; vale a pena travar taxa agora?
Os investidores que carregavam as NTN-Bs (Tesouro IPCA+) com vencimento em 2026 recebem nesta segunda-feira (17) cerca de R$ 257 bilhões, valor que volta ao mercado sem realocação automática.
O vencimento dos títulos ocorreu no sábado (15) e, por isso, o pagamento foi empurrado para o primeiro dia útil seguinte, com crédito na conta da instituição em que os papéis estavam custodiados.
O montante considera as duas modalidades que venceram na mesma data, a NTN-B Principal, conhecida no Tesouro Direto como Tesouro IPCA+ 2026, e a versão com juros semestrais, e pode variar até a liquidação por causa da atualização dos títulos pela inflação.
Boa parte desse dinheiro é institucional.
Do estoque total, cerca de R$ 12,88 bilhões estavam nas mãos de pessoas físicas por meio da plataforma do Tesouro Direto, o equivalente a aproximadamente 5% do saldo a vencer, segundo cálculo da XP com base no Relatório Mensal da Dívida de junho.
Antes de pensar na realocação, vale conferir o extrato.
O Imposto de Renda é retido automaticamente e incide apenas sobre os rendimentos, com alíquota que cai conforme o tempo de aplicação, de 22,5% para prazos de até 180 dias a 15% para períodos acima de 720 dias.
Como os títulos podiam ser comprados a qualquer momento, cada aplicação é tributada de acordo com o seu próprio prazo, o que significa que quem foi montando posição em datas diferentes verá alíquotas diferentes sobre cada parcela.
Eventuais valores devidos de taxa de custódia também são descontados no pagamento.
Leia também: Estresse chega aos juros: Tesouro Direto dispara com saída de estrangeiros Juro real raro Como o vencimento encerra a posição sem aplicação em outro ativo, quem quiser manter os recursos investidos precisa tomar uma decisão ativa, e é aí que aparece o principal ponto de atenção do momento: o risco de reinvestimento, ou seja, a possibilidade de encontrar taxas menores do que as atuais quando for preciso reaplicar o dinheiro lá na frente.
Mas esse não deve ser o caso da maioria dos investidores.
Com a Selic em 14% ao ano após o corte do Copom e o IPCA rodando a 4,64%, o Tesouro IPCA+ vem pagando juro real entre 7% e mais de 8% ao ano, dependendo do vencimento.
A XP observa que as taxas reais das NTN-Bs estão em patamares vistos em menos de 10% da série histórica.
Já segundo o Inter, as taxas reais superaram 7,5% ao ano só em 2015/16 e em 2008, contra uma média histórica próxima de 6% na série de prêmio das NTN-Bs de 5 a 10 anos usada pelo banco.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.