Dólar a R$ 6, bolsa em queda de até 30% e juros mais altos: o que Wall Street espera do Brasil após a reeleição de Lula
A bolsa brasileira pode perder até 30%, o dólar voltar a rondar os R$ 6 e os juros futuros subir ainda mais.
É esse o risco que entrou no radar de Wall Street após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva — e que pode colocar à prova o rali que levou os ativos brasileiros a novas máximas em 2026.
Em seus cenários mais pessimistas, o Morgan Stanley vê espaço para uma queda de 20% a 30% das ações brasileiras e para o Ibovespa recuar à região dos 130 mil pontos até meados de 2027.
O UBS também espera uma reversão de parte dos ganhos acumulados desde o primeiro turno, enquanto o Goldman Sachs aponta a política fiscal como peça-chave para definir os próximos passos do mercado.
O tamanho desse ajuste, porém, dependerá das sinalizações do governo sobre as contas públicas e a trajetória da dívida, com a escolha do próximo ministro da Fazenda e a apresentação de um plano fiscal crível sendo decisivas para recuperar a confiança dos investidores.
O que está por trás do alerta de Wall Street para o Brasil Após o primeiro turno, parte dos investidores passou a considerar a possibilidade de uma alteração na condução da política econômica, com maior disciplina fiscal.
Foi, aliás, essa perspectiva que ajudou a impulsionar os ativos brasileiros nas últimas semanas.
Com a reeleição de Lula, o mercado precisa recalibrar essas apostas.
Para o UBS, os preços ainda não refletiam integralmente os desafios fiscais do país, e parte do chamado prêmio eleitoral pode ser desfeita.
O banco suíço destaca que o Ibovespa acumulava alta de 27,5% em 2026 até a referência utilizada no relatório, enquanto as ações brasileiras eram negociadas a 9,6 vezes o lucro projetado, perto da média dos últimos dez anos.
"Esperamos que as ações, o real e os juros retornem a patamares mais próximos daqueles observados antes do primeiro turno desta eleição, embora não se possa descartar um desempenho temporariamente ainda pior", diz o UBS.
Isso não significa, necessariamente, que os lucros das empresas precisarão desabar para justificar uma correção.
O Morgan Stanley avalia que as estimativas de resultados corporativos podem continuar relativamente resilientes, sustentadas principalmente por bancos e exportadoras.
O ajuste viria, em boa medida, da disposição dos investidores para pagar menos pelas ações diante de um ambiente de maior incerteza.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.