Casa Branca defende direito de Trump de votar pelo correio
WASHINGTON, 18 Ago (Reuters) - A Casa Branca defendeu nesta terça-feira o direito do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de votar pelo correio, após relatos de que o presidente teria votado por correspondência nas primárias republicanas da Flórida, apesar de anteriormente ter criticado veementemente o voto por correspondência, chamando-o de “fraude”.
“Como disse o presidente Trump, a Lei SAVE America prevê exceções sensatas para que os norte-americanos utilizem o voto por correspondência em casos de doença, deficiência, serviço militar ou viagem – mas o voto universal por correspondência não deve ser permitido, pois é altamente suscetível a fraudes”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Olivia Wales, ao ser questionada sobre as notícias de que Trump votou por correspondência nas primárias.
“Como todos sabem, o presidente é residente em Palm Beach e participa das eleições na Flórida, mas, obviamente, vive principalmente na Casa Branca, em Washington, D.C.”, acrescentou Wales.
O site Politico noticiou na segunda-feira que Trump votou pelo correio nas primárias republicanas da Flórida, citando registros eleitorais locais.
O supervisor eleitoral do condado de Palm Beach não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Trump está pressionando o Congresso a aprovar novas restrições eleitorais e tentando restringir o voto por correspondência, repetindo alegações infundadas de que esse método é mais suscetível a fraudes.
Trump votou por correspondência em uma eleição especial realizada em março na Flórida.
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