“É hora de transformar a legitimidade das urnas em compromisso com o futuro”, diz STF após reeleição de Lula
O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou uma nota na noite deste domingo (25), após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o quarto mandato como presidente da República.
No documento, assinado pelo presidente da Corte, ministro Luiz Edson Fachin, o tribunal destacou a importância de respeitar a decisão dos eleitores e de buscar caminhos comuns para enfrentar os desafios do país.
Nota do STF após reeleição de Lula defendeu diálogo e respeito à Constituição.
Foto: Antonio Augusto/STF “É hora de transformar a legitimidade das urnas em compromisso com o futuro, as divergências em diálogo republicano e os desafios em oportunidades de construção coletiva” afirma o texto divulgado pelo STF.
Com 99,99% das seções eleitorais apuradas, Lula recebeu 64.255.320 votos, o equivalente a 51,79% do total.
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) ficou em segundo lugar, com 59.825.959 votos, ou 48,21%.
Prefeito Eduardo Pimentel deseja sucesso ao presidente Lula após vitória: “O Brasil fez sua escolha nas urnas” STF defende respeito ao resultado e diálogo entre os Poderes Na manifestação, o Supremo ressaltou que o respeito à vontade dos eleitores é essencial para a legitimidade da democracia.
A Corte também agradeceu o trabalho de mesários, voluntários, servidores e magistrados envolvidos na organização do processo eleitoral.
“Encerrada a disputa eleitoral, é momento de serenidade, responsabilidade e compromisso com o País” diz outro trecho da nota.
Curitiba dá 37,71% dos votos para o reeleito Lula; veja os dados completos O texto também aponta que as divergências políticas não devem impedir a busca por soluções para os principais problemas nacionais.
Segundo o STF, o Brasil precisa de paz, estabilidade entre as instituições e medidas que atendam às demandas da população.
Nota do STF após reeleição de Lula destaca papel da Constituição A manifestação também abordou a relação entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
O tribunal defendeu que a independência de cada um, prevista na Constituição, deve caminhar junto com o diálogo e o respeito às atribuições institucionais.
De acordo com a nota, eventuais divergências devem ser resolvidas dentro dos limites constitucionais, com o objetivo de preservar o equilíbrio entre os Poderes e o Estado Democrático de Direito.
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