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Perfumes árabes ganham mercado, e Boticário faz investimento recorde

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Perfumes árabes ganham mercado, e Boticário faz investimento recorde

Notas de baunilha, âmbar e especiarias, embalagens elaboradas e fragrâncias que, em alguns casos, lembram perfumes de grifes europeias. Com preços próximos aos de marcas brasileiras, os perfumes árabes ganharam espaço no país e atraem investimentos tanto de empresas recém-chegadas como de fabricantes tradicionais.

Segundo a Circana - empresa de pesquisa de mercado e inteligência de consumo -, a venda desses produtos cresceu 308% em 2025 e outros 63% de janeiro a julho deste ano. Em seu levantamento, a consultoria considera marcas criadas ou concebidas em um dos países da Liga dos Estados Árabes, como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

Hoje, o Brasil tem cerca de 35 de marcas árabes em operação. A Mawwal, criada em Dubai, é uma das principais representantes desse mercado. Ela começou a vender no Brasil em fevereiro de 2025 e deve faturar R$ 100 milhões no país neste ano.

O Grupo Boticário fez o maior investimento de sua história em um único perfume para lançar o Hadiya, de inspiração árabe, no fim de 2025. A empresa não abre o valor, mas afirma que o montante aportado para formulação, embalagem e testes de avaliação da fragrância ficou 50% acima da média dos lançamentos de perfumes no grupo.

A perfumaria árabe encontrou um terreno especialmente fértil porque entrega vários atributos que já são valorizados no Brasil como fragrâncias marcantes e presença Paulo Roseiro, diretor da categoria de perfumaria do Grupo Boticário

Segundo a Circana, os perfumes de marcas árabes têm preço médio de R$ 250. É um patamar semelhante ao das marcas tradicionais brasileiras, que ficam entre R$ 210 e R$ 260, e bem abaixo da média de R$ 660 das marcas internacionais de prestígio.

Na avaliação da consultoria, esse posicionamento permite disputar o consumidor que busca uma marca internacional sem pagar o preço dos importados mais caros. As redes sociais também ajudam a apresentar os produtos a um público aberto a experimentar novas fragrâncias.

"O brasileiro sempre teve uma relação forte com perfumaria e já valorizava atributos como intensidade, fixação e performance, mas hoje temos um consumidor muito mais informado, exposto a lançamentos internacionais e disposto a experimentar construções olfativas mais complexas. As redes sociais e o ambiente digital aceleraram esse processo", diz Roseiro, do Boticário.

Neste ano, o grupo projeta um crescimento de 300% no portfólio de "inspiração árabe". A aposta é em produtos com características como intensidade e longa duração, além de ingredientes associados a essa tradição, como madeiras e especiarias.

"Para nós, não se trata simplesmente de responder a um pico de interesse. Enxergamos condições para construir uma plataforma mais ampla e de longo prazo nesse segmento", diz Roseiro.

A Eudora, outra marca do grupo, lançou Diva Suprema, com notas de açafrão. Segundo a companhia, o produto se tornou o principal lançamento do ano em seu comércio eletrônico.

Criada em Dubai em 2024, a Mawwal chegou ao Brasil em 2025 com 24 fragrâncias.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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