Autores de ações que afastaram cúpula de confederações renunciam
Juliana Silveira e Gustavo Souza renunciaram, neste sábado (15), aos cargos de presidente do Conselho de Ética da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) e presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do levantamento de peso.
As saídas acontecem em meio a polêmicas depois de denúncias anônimas que causaram o afastamento da diretoria da CBTM e de Ranier Rezende, presidente da CBLP. Em ambos os casos, eles foram reconduzidos aos cargos.
A CBTM teve a diretoria afastada após decisão de Gustavo Souza, então presidente do Conselho de Ética . Ele realizou a movimentação após denúncia anônima sobre supostas irregularidades na entidade, e nomeou Marcelo Jucá como "interventor temporário".
A cúpula da CBTM acionou o STJD, que suspendeu a ação . Os diretores da CBTM veem um "ato conspiratório", lembrando a relação de Gustavo e Jucá com a antiga gestão. Geraldo Campestrini apontou que o estatuto da entidade não prevê que o presidente do Conselho de Ética possa nomear um interventor.
Gustavo, por outro lado, negou interpretação e salientou que a ação cumpriu os ritos . "O afastamento foi provisório, com finalidade específica de oportunizar a investigação pelo prazo de 30 dias", explicou Gustavo ao UOL , em matéria publicada na última sexta-feira (14).
Ao longo de aproximadamente seis anos à frente da Presidência, pautei minha atuação pela ética, pela independência, pela defesa do melhor interesse do esporte e pela convicção de que os órgãos de integridade devem exercer suas atribuições com autonomia, coragem e responsabilidade. Gustavo, na carta de renúncia
Todas as decisões que tomei decorreram da minha compreensão dos fatos e das normas aplicáveis em cada momento, sempre orientada pela boa-fé, pela consciência do dever e pelo propósito de contribuir para o aprimoramento institucional e para a proteção do esporte. Gustavo, na carta de renúncia
Ranier Rezende, presidente da CBLP, foi afastado por decisão do STJD, em documento assinado por Juliana Siqueira . A ação também aconteceu após uma denúncia anônima.
No caso da CBLP, o afastamento foi apenas do presidente . A vice-presidente Maria Elizabete Jorge, partidária do ex-presidente Enrique Montero, assumiu o cargo.
Ranier Rezende retomou as funções após o arquivamento do caso . "Como consequência necessária do arquivamento, cessou o afastamento cautelar do presidente da confederação, que retornou ao pleno exercício de suas funções após período temporário de 4 (quatro) dias, decorrente das medidas preliminares adotadas".
A CBLP, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre o episódio .
As medidas preliminares então adotadas tiveram caráter instrumental, temporário e não sancionatório, orientadas pela necessidade de preservar a apuração, a regularidade institucional e a utilidade do provimento subsequente, sem antecipação de culpa ou prejulgamento. Juliana, na carta de renúncia
Juliana Siqueira contou ter tido a conta institucional bloqueada em 14 de agosto . "Esta presidência foi surpreendida pelo bloqueio abrupto de acesso à conta de email institucional utilizada para a condução do procedimento.
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