Cultura da FARM: como a marca brasileira está levando seu jeito de trabalhar para o mundo
Fabio Barreto, CEO da Farm Rio, e Marília Paiva, diretor de gestão e sustentabilidade da FARM Rio: cultura virou peça-chave para sustentar a expansão global da marca (EXAME/Divulgação)
Criatividade, autonomia e uma certa dificuldade de dizer “não” para novas ideias. Essas são algumas das qualidades que ajudam a explicar a cultura da FARM Rio , marca que nasceu em um estande de quatro metros quadrados na Babilônia Feira Hype, no Rio de Janeiro, e hoje emprega mais de 3.000 pessoas e avança em sua expansão internacional.
“ A FARM, antes de mais nada, é um coletivo de criativos ”, afirmou Marília Paiva, diretora de Gestão e Sustentabilidade da FARM Rio . “Construímos tudo muito junto, em equipe.”
Essa cultura foi o centro da conversa com Fabio Barreto, CEO da FARM Rio , e Marília durante o Clube CHRO , encontro realizado pela EXAME para C-levels de Recursos Humanos, no dia 5 de agosto, no Rubaiyat, no Rio de Janeiro .
Na prática, a cultura descrita pelos executivos combina horizontalidade, autonomia e velocidade. Segundo Marília, funcionários são estimulados a assumir o protagonismo de suas áreas e têm espaço para propor ideias independentemente do cargo. Ela cita como exemplo uma iniciativa de diversidade que nasceu de uma sugestão feita por uma estagiária.
A mesma liberdade, porém, cria um dos desafios da companhia: priorizar .
“Somos muito férteis”, disse Marília, ao explicar que novas ideias, produtos, submarcas e negócios surgem constantemente. O resultado é uma organização criativa, mas também mais complexa de administrar.
“Barreto costuma brincar e repetir internamente uma frase: Uma coisa de cada vez”, diz Marília, que entrou na companhia em 2007.
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Marília Paiva, diretora de Gestão e Sustentabilidade da FARM Rio: “A FARM, antes de mais nada, é um coletivo de criativos” (Exame/Divulgação)
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Preservar esse jeito de trabalhar ganhou uma dimensão ainda maior quando a FARM decidiu sair do Brasil.
Barreto começou a desenhar o projeto de internacionalização em 2017 . Depois de experiências anteriores de venda no exterior, a empresa concluiu que havia interesse pela marca, mas seria necessário adaptar produto, posicionamento, preço e cadeia de suprimentos para competir em outros mercados.
O primeiro modelo de gestão internacional, no entanto, trouxe uma lição importante. A empresa inicialmente contratou nos Estados Unidos profissionais experientes em outras marcas e no mercado americano. Em poucos meses, segundo Barreto, começaram os conflitos entre quem conhecia o mercado e quem conhecia a FARM.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.