Balanço dos balanços do 2T26: BTG vê temporada com receita forte, mas juros limitam avanço do lucro
A temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 terminou com crescimento de receita e Ebitda entre as empresas analisadas pelo BTG Pactual, mas o desempenho operacional ainda não se converteu integralmente em lucro líquido.
O levantamento do banco mostra que, excluindo Petrobras e Vale, a receita líquida ficou 3,2% acima das estimativas, enquanto o Ebitda veio 0,3% superior às projeções.
Já o lucro líquido ficou 0,5% abaixo do esperado.
Entre as empresas domésticas, a diferença foi ainda mais clara: as receitas superaram as projeções em 3,8%, mas Ebitda e lucro líquido ficaram 0,1% e 0,8% abaixo das estimativas, respectivamente.
O resultado, segundo o BTG, indica que a força da receita não foi suficiente para produzir uma surpresa positiva equivalente na última linha do balanço.
Na comparação anual, o ritmo de crescimento também perdeu força.
As receitas das empresas ex-Petrobras e Vale avançaram 3,8% no 2T26, contra 8,9% no trimestre anterior.
O Ebitda cresceu 8,5%, ante 13,8% no 1T26, enquanto o lucro líquido aumentou 6,7%, contra 7,7% no primeiro trimestre.
Apesar da desaceleração, houve melhora na comparação trimestral.
Entre o primeiro e o segundo trimestre, receita, Ebitda e lucro líquido avançaram 6,0%, 2,2% e 7,9%, respectivamente.
Commodities puxam o crescimento O principal motor da temporada foi o bloco de empresas de commodities.
No conjunto, a receita cresceu 15,3% na comparação anual, o Ebitda avançou 55,0% e o lucro líquido aumentou 57,7%.
O setor de Petróleo & Gás foi o principal responsável por esse desempenho.
Em termos nominais, Petróleo & Gás foi o maior contribuinte para o crescimento da receita, com alta de R$ 23,2 bilhões, ou 26,5%, na comparação anual.
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