Canetas emagrecedoras em crianças e adolescentes: o novo alerta dos pediatras
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou, nesta segunda-feira, 24, uma nota técnica alertando para os riscos do uso inadequado de medicamentos que imitam a ação do hormônio GLP-1, as “ canetas ” antiobesidade, em crianças e adolescentes .
No documento, a SBP aponta que a divulgação de remédios à base de semaglutida e tirzepatida (como Ozempic e Mounjaro ) nas redes sociais , muitas vezes com informações erradas, tem levado à banalização do tratamento e ao uso por jovens com peso adequado que buscam emagrecer apenas por questões estéticas.
Para os especialistas, a prática pode trazer riscos que vão de problemas de desenvolvimento a transtornos psiquiátricos.
Contra o uso do termo “canetas emagrecedoras” As canetas antiobesidade foram desenvolvidas para tratar doenças metabólicas .
Para tanto, imitam a ação de um hormônio produzido naturalmente pelo organismo, o GLP-1, que participa da regulação da glicose e da saciedade .
Depois das refeições, essa molécula ajuda a estimular a liberação de insulina , hormônio que ajuda a controlar a quantidade de glicose no sangue, reduz a produção de glucagon , que, ao contrário, aumenta a concentração de glicose na circulação , e retarda o esvaziamento do estômago , prolongando a sensação de saciedade e ajudando no controle do diabetes.
A tirzepatida atua, além de no GLP-1, no GIP, outro hormônio envolvido em alguns desses processos.
Com tamanha complexidade, eles não devem ser usados para perda de peso com fins estéticos .
Por isso, suas indicações são restritas ao tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.
Continua após a publicidade Diante dessas considerações, em seu documento, a SBP recomenda, inclusive, o abandono do apelido popular “ canetas emagrecedoras “.
A ideia é reconhecer que a obesidade é uma doença crônica e que os remédios não são, de modo algum, um atalho estético temporário para perder peso.
Quais são as indicações na pediatria? No Brasil, até o momento, três medicamentos da classe foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso em crianças e adolescentes.
São elas: a liraglutida , semaglutida e tirzepatida .
Cristiane Kochi, membro do Departamento de Endocrinologia da SBP, explica que, para o tratamento da obesidade , as indicações dos análogos de GLP-1 se concentram em adolescentes a partir dos 12 anos .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.