Número de mulheres candidatas à Presidência cai pela metade em 2026
O número de mulheres que encabeçam as chapas presidenciais caiu pela metade nas eleições de 2026.
São duas candidatas à Presidência.
Em 2022, eram quatro.
Ao todo, sete mulheres compõem as chapas neste ano: além das duas presidenciáveis, cinco concorrem à vice.
É uma a menos que em 2022, quando a participação feminina atingiu o maior número desde a primeira eleição direta após a redemocratização, em 1989, segundo levantamento do g1 com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A distribuição também mudou.
Há quatro anos, eram quatro candidatas a presidente e quatro a vice.
Agora, enquanto o número de mulheres no topo das chapas caiu de quatro para duas, o de candidatas a vice subiu para cinco, repetindo o patamar de 2018, quando também houve duas presidenciáveis e cinco mulheres disputando a vice.
Como a eleição de 2026 tem 13 chapas, duas a mais que em 2022, a participação proporcional das mulheres também recuou.
Elas ocupam 27% das 26 posições em disputa, ante 36% das 22 vagas na eleição passada. 🔎 Os dados de 2026 ainda podem mudar.
Partidos, federações e coligações terão as candidaturas julgadas pela Justiça Eleitoral.
Entre elas está a de Pablo Marçal, do PRTB, que está inelegível, mas conseguiu registrar sua chapa para concorrer à Presidência no último dia do prazo.
Para Hannah Maruci Aflalo, cientista política, doutora pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutoranda no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), a comparação mostra apenas parte do problema.
"É preciso olhar que presença essas mulheres estão tendo, que lugares ocupam e se essas chapas têm estrutura, recursos, exposição e apoio político", afirma.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.