Haddad aponta rombo em contrato de Tarcísio com a Vale: “Tivemos grande prejuízo”
O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou, durante sabatina promovida pela Jovem Pan nesta terça-feira (18), que pretende revisar contratos firmados pela gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) caso seja eleito.
Para justificar a decisão, o ex-ministro da Fazenda citou um episódio ocorrido quando Tarcísio comandava o Ministério da Infraestrutura no governo Jair Bolsonaro.
Segundo Haddad, contratos de concessão ferroviária da Vale firmados durante a passagem de Tarcísio pelo governo federal precisaram ser revistos posteriormente pelo governo Lula.
O petista afirma que as condições estabelecidas inicialmente foram prejudiciais ao poder público e que a renegociação garantiu bilhões de reais adicionais à União.
“Tive que rever contratos do Tarcísio na área de infraestrutura, no Governo Federal.
Tivemos um grande prejuízo em uma renovação de contrato que ele fez com a Vale.
Só na primeira renovação com a empresa, ela pagou R$ 4 bilhões a mais do que quando ele era ministro, graças também ao trabalho do Renan Filho, que foi seu sucessor”, afirmou Haddad.
O candidato disse que pretende adotar postura semelhante em São Paulo.
“Eu vou passar a limpo os contratos do Tarcísio no Governo do Estado.
Vou rever o free flow, a privatização da CPTM, que quase resultou em mortes, e a privatização da Sabesp, que resultou em mortes, piorou os serviços e aumentou as tarifas”, declarou. https://x.com/Haddad_Fernando/status/2089682610607837326 O contrato da Vale firmado na gestão de Tarcísio A crítica de Haddad remonta a dezembro de 2020, quando Tarcísio de Freitas era ministro da Infraestrutura de Jair Bolsonaro.
Naquele momento, o governo federal assinou com a Vale a renovação antecipada das concessões de duas das mais importantes ferrovias do país: a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e a Estrada de Ferro Carajás (EFC).
As concessões, que venceriam em 2027, foram prorrogadas antecipadamente por mais 30 anos, até 2057.
O acordo foi apresentado pelo governo Bolsonaro como uma das principais iniciativas para ampliar os investimentos privados na malha ferroviária brasileira.
Na ocasião, foram anunciados mais de R$ 17 bilhões em investimentos nas duas ferrovias, além de aproximadamente R$ 4,6 bilhões em outorgas.
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