“Achei que fosse brincadeira”: quem é Navi Pillay, a vencedora do Nobel da Paz de 2026
"Se você vir que um número da Noruega está te ligando, atenda, por favor." Esta foi a mensagem do presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Jørgen Watne Frydnes, ao anunciar a jurista sul-africana Navi Pillay como vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 .
Ser avisada diretamente pelo comitê ou descobrir a notícia por amigos ou pela imprensa não muda o fato de que Pillay, aos 85 anos, foi reconhecida com o Nobel "por seus esforços para promover a paz e o direito internacional".
Embora o Comitê Nobel tenha demorado um pouco para localizá-la, a notícia se espalhou rapidamente e Navi Pillay já sabe que é a Nobel da Paz de 2026.
"Achei que fosse uma brincadeira", disse ela em um discurso improvisado na manhã desta sexta-feira (9).
"Mas, como advogada e juíza, ainda preciso verificar se isso é verdade." Ao mesmo tempo em que a decisão do Comitê Nobel foi elogiada pela União Europeia e pela Anistia Internacional, é provável que enfureça figuras como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Ao receber a notícia, Navi Pillay estava em Nuremberg, onde participava de um simpósio sobre direito internacional.
Uma coincidência repleta de simbolismo.
A cidade alemã sediou os julgamentos dos criminosos de guerra nazistas.
Diante dos aplausos dos presentes, ela aproveitou para alfinetar a Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado.
"Se vocês não pararem de aplaudir, vou ter que dividir meu prêmio com Trump." Descontraída, Pillay celebrou o fato de estar cercada por amigos e colegas que atuam na defesa dos direitos humanos e lembrou seu trabalho mais recente.
"A última coisa que fiz foi entregar o relatório sobre Gaza, classificando o que aconteceu ali como genocídio", afirmou.
Um resumo da trajetória de Navi Pillay até o Nobel da Paz Filha de um motorista de ônibus e criada em uma área pobre da comunidade indiana de Durban, na África do Sul, Navanethem "Navi" Pillay nasceu em 1941 e iniciou sua atuação em defesa dos direitos humanos em meio ao regime racista do apartheid.
Em 1967, tornou-se a primeira mulher não branca a abrir um escritório de advocacia na África do Sul.
Também foi a primeira mulher não branca nomeada juíza da Alta Corte sul-africana.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.