Ação barata ou cilada? Os sinais de que a queda pode esconder problemas maiores
Uma ação barata pode representar uma oportunidade — ou apenas parecer uma.
Quando um papel despenca 50%, 70% ou até 90%, é natural que o preço passe a chamar atenção.
Mas o tamanho da queda, sozinho, diz pouco sobre quanto aquela empresa realmente vale.
É justamente aí que mora uma das armadilhas mais perigosas da Bolsa.
Antes de uma companhia chegar a uma situação mais extrema, como uma recuperação judicial ou extrajudicial, o gráfico, os balanços e as notícias corporativas podem acumular sinais de que algo está errado.
Casos recentes, como Braskem ( BRKM5 ) e Casas Bahia ( BHIA3 ), ajudam a ilustrar esse processo de deterioração.
Isso não significa, porém, que toda ação que despenca ou enfrenta problemas seguirá o mesmo caminho.
Em entrevista ao InfoMoney , André Moraes, analista, fundador e CEO da Trade ao Vivo e chairman da BFR Investimentos, apontou sinais que podem ajudar o investidor a diferenciar uma possível barganha em relação a um papel cujo preço baixo reflete problemas mais profundos.
Ação barata? Queda pode ser armadilha Na Bolsa, a primeira armadilha aparece quando o investidor confunde preço menor com oportunidade.
Fora do mercado, uma promoção costuma representar um desconto.
Em ações, porém, a queda pode refletir justamente a piora do negócio, dos resultados e das perspectivas da companhia.
“Isso (desconto) não é válido necessariamente para o mercado de ações, porque o valor da ação tem a ver com o lucro que ela está dando”, explica.
Nesse sentido, a Braskem serve como exemplo da tese.
Para Moraes, prejuízos, problemas societários e outras dificuldades mudam completamente a leitura de uma cotação deprimida.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.