Putin prepara escalada na guerra contra Ucrânia após fracasso das negociações de paz
A Rússia está se preparando para intensificar seus ataques contra a Ucrânia após concluir que as negociações para um acordo de paz chegaram a um impasse, segundo três pessoas próximas ao Kremlin.
Por enquanto, Moscou avalia ampliar os ataques com poderosos mísseis balísticos convencionais contra Kiev, incluindo áreas centrais da capital, além de atingir infraestrutura em outras cidades ucranianas, disseram as fontes, que pediram anonimato devido à sensibilidade do assunto.
Todos os formatos de negociação fracassaram na prática, deixando os dois lados do conflito de volta ao ponto de partida, afirmaram as fontes.
Segundo elas, Vladimir Putin não pretende encerrar a guerra sob pressão econômica de sanções nem em razão dos ataques ucranianos a refinarias e redes logísticas russas.
Moscou considera cada vez mais os ataques ucranianos como ações conduzidas por países da Otan, já que os membros da aliança fornecem armas e inteligência a Kiev, disseram as fontes.
Elas acrescentaram que a atual fase das hostilidades ainda não representa o auge da escalada militar.
Putin sinalizou suas intenções em comentários feitos no fim de semana a um repórter da TV estatal, ao minimizar o impacto dos ataques sobre a economia russa.
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“Pois bem, esteja preparada para sofrer consequências nos setores mais sensíveis da sua economia.” Os esforços dos Estados Unidos para encerrar a guerra não produziram avanços significativos, e as negociações ficaram paralisadas enquanto o presidente Donald Trump concentrou atenções no conflito com o Irã.
O Kremlin também abandonou a confiança no que acreditava ser um entendimento alcançado entre Putin e Trump durante a cúpula realizada no Alasca em agosto do ano passado.
Esse entendimento exigiria que os Estados Unidos pressionassem a Ucrânia a ceder a região de Donetsk, no leste do país, como parte de um acordo para encerrar a guerra.
Kiev rejeitou repetidamente a exigência de Putin de entregar um cinturão estratégico de cidades em Donetsk que as forças russas não conseguiram capturar desde 2014.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, deixou claro em junho que Washington não compartilhava dessa visão russa, afirmando que “se houvesse um acordo, a guerra já teria terminado”.
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