FDA aprova tratamento inédito que muda perspectivas para câncer de pâncreas
A Revolution Medicines obteve aprovação das autoridades regulatórias dos Estados Unidos para seu medicamento contra câncer de pâncreas, o daraxonrasib, o primeiro tratamento a atingir uma das principais causas moleculares da doença.
O remédio, que será comercializado com o nome Rasonque, é considerado um dos avanços mais significativos dos últimos anos no tratamento do câncer de pâncreas.
Em um estudo de fase final publicado em maio, o daraxonrasib quase dobrou a sobrevida média de pacientes com uma forma agressiva da doença para 13,2 meses, ante 6,7 meses dos pacientes tratados com quimioterapia, o atual padrão terapêutico, segundo a Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA).
O medicamento foi aprovado para pacientes com doença metastática que já receberam pelo menos uma terapia sistêmica ou que não são elegíveis para esse tipo de tratamento.
Entre os efeitos colaterais observados estão erupções cutâneas e feridas na boca, informou o FDA.
A Revolution Medicines não divulgou imediatamente o preço do tratamento.
“A aprovação de hoje oferece uma nova opção crucial para pacientes que enfrentam um câncer extremamente difícil e historicamente complicado de tratar.
É nosso dever fundamental entregar mais curas e tratamentos significativos aos pacientes o mais rapidamente possível”, afirmou o comissário interino do FDA, Kyle Diamantas, em comunicado divulgado nesta quarta-feira.
As ações da Revolution Medicines subiam 1,3% às 12h11 em Nova York, ampliando os ganhos acumulados neste ano.
Desde abril, os papéis mais do que dobraram de valor, elevando a avaliação de mercado da companhia para mais de US$ 45 bilhões.
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Durante anos, pesquisadores enfrentaram dificuldades para desenvolver medicamentos eficazes contra todas as formas da proteína, até que a Revolution Medicines criou uma abordagem inovadora conhecida como “cola molecular” (molecular glue), que essencialmente neutraliza a proteína responsável pela progressão da doença.
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