Cientistas criam biscoitos feitos de plástico, mas calma
Produzir comida não é fácil nem na Terra, que dirá no Espaço.
A NASA sabe disso, tanto que anos atrás lançou um desafio para que pesquisadores desenvolvam novas formas de produzir e armazenar alimentos.
Uma dessas ideias veio de cientistas da Universidade do Sul de Illinois (SIU), que propuseram biscoitos de baunilha que usam plástico como matéria-prima.
NASA vai pagar US$ 1 milhão em prêmios por comida espacial NASA vai cultivar vegetais na Lua (sim, é possível) Óbvio que ninguém vai derreter polímeros em forminhas, o método consiste em pegar o material bruto, quebrá-lo a nível molecular e rearranjá-lo em outra coisa e, se você pensou nos replicadores de Star Trek , está no caminho certo; a diferença é que os pesquisadores usaram leveduras em vez de máquinas movidas à conveniência de roteiro.
Acredite, este biscoito já foi uma garrafa PET (Crédito: SIU Carbondale Communications) Biscoitos de plástico sabor baunilha Lançado oficialmente em 2021, o Deep Space Food Challenge da NASA tem como objetivo estabelecer novos métodos para a produção de comida fora da Terra, que não dependa de uma cadeia de suprimentos externa.
Enquanto a Estação Espacial Internacional (ISS) tem um equivalente do iFood à disposição e recebe entregas que vão de mel a até pudim e café , as coisas mudam quando falamos de futuras missões no Espaço Profundo, como Marte ou outros destinos mais longínquos.
A NASA propôs também que pesquisadores considerem outros fatores, como evitar elitismos, que favoreceriam apenas àqueles que comem de tudo; as propostas devem levar em conta restrições alimentares (por ex., intolerância à lactose) e indivíduos que evitam certos alimentos por escolhas que devem ser respeitadas, sejam por iniciativa própria (vegetarianismo, veganismo) ou por questões religiosas (judeus e muçulmanos não comem porco, cristãos mais ortodoxos jejuam e/ou não comem carne em certos períodos, etc.).
Para missões no futuro, astronautas sairão da Terra com tudo o que precisam para iniciar sua produção de comida, e terão que se virar depois; o Deep Space Food Challenge promete pagar até US$ 1 milhão em prêmios às propostas vencedoras, e o que for aprendido será obviamente aplicado na Terra, para melhorar nossas próprias capacidades de produção, armazenamento, conservação e distribuição de alimentos.
A ideia dos pesquisadores do SIU é a mais pura aplicação de Química elementar: matéria é só um punhado de moléculas que podem ser quebradas e rearranjadas, inclusive em outras coisas; para provar tal afirmação, o experimento usou como matéria-prima tereftalato de polietileno, que você conhece pela sigla...
PET.
Sim, o mesmo plástico usado em garrafas de refrigerantes e de água mineral.
O experimento também empregou biomassa descartada, como talos de milho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em meiobit.com — o conteúdo pertence a Meio Bit.