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Em tempos de conteúdos “expressos”, informação confiável exige cada vez mais preparo

Folha de Boa Vista ·
Em tempos de conteúdos “expressos”, informação confiável exige cada vez mais preparo

A principal tarefa do repórter é a cobertura de pautas, notícias, entrevistas e produção de um texto explicativo (Foto: Divulgação) *Sheneville Araújo Já faz muito tempo que a desinformação deixou de ser aquele boato meio absurdo que alguém conta e outra pessoa repete.

Hoje a desinformação é produzida com método, usa tecnologia, explora emoções e encontra terreno fértil nas mídias sociais, podendo alcançar milhares de pessoas em questão de minutos.

E os efeitos disso não ficam só nas telas dos celulares.

Informações falsas ou manipuladas podem interferir na decisão de alguém tomar ou não uma vacina, na forma como compreende as mudanças climáticas, na escolha de representantes e de gestores(as) públicos, na confiança que deposita nas instituições e até na maneira como passa a enxergar determinadas pessoas ou grupos sociais.

Assim, ao abordarmos o tema da desinformação, não estamos falando simplesmente de um problema relacionado só à comunicação.

Estamos falando de cidadania, saúde, ciência, meio ambiente e democracia.

Portanto, é um problema social.

Mas agora, uma questão que sempre me incomodou, mas que voltou a ganhar espaço no debate público, reaparece: se a informação tem tamanho peso na vida das pessoas, por que ainda tratamos como algo quase dispensável a formação de quem escolheu trabalhar profissionalmente com ela? E aqui não faço esse questionamento porque acredito que um diploma seja capaz de transformar automaticamente alguém em excelente profissional de jornalismo.

Não se trata disso.

Até porque existem profissionais incríveis que construíram trajetórias de destaque na área sem graduação específica em jornalismo, assim como existem jornalistas com diploma que cometem erros, reproduzem preconceitos, desrespeitam princípios éticos ou simplesmente fazem um trabalho ruim.

E o mesmo ocorre assim como em diversas outras profissões.

Porque acredito que nenhum curso universitário confere caráter, nem qualidade profissional.

Mas aí outra pergunta surge: será que a existência dessas exceções torna a formação desnecessária? Podemos fazer o mesmo exercício com outras profissões.

Pensemos: uma pessoa pode estudar leis durante anos, acompanhar julgamentos, conhecer profundamente a Constituição e argumentar melhor do que muitos bacharéis.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.

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