Veja bastidores da paralisação na Ponte e o que o clube faz para tentar evitar W.O na Série B
Sem pagamento, elenco da Ponte suspende atividades: 'Sentimento de abandono' Desde as primeiras horas da última quarta-feira, quando os jogadores da Ponte Preta decidiram pela suspensão das atividades por causa dos salários atrasados, o risco de W.O contra o América-MG, no domingo, em Belo Horizonte, pela 25ª rodada da Série B do Brasileiro, passou a ser a principal preocupação de quem está à frente do futebol alvinegro para, na visão dos envolvidos, evitar uma vergonha ainda maior. + ge Ponte Preta tem canal no WhatsApp; clique aqui para seguir! + Veja mais notícias da Macaca no ge Uma nota assinada pelos atletas (27 ao todo, segundo os advogados), com fortes críticas à diretoria executiva, citou que a paralisação será mantida até a regularização das pendências.
A decisão vale para jogos e treinos.
Em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas, o vice-presidente e também diretor de futebol Marco Antonio Eberlin garantiu que a Ponte entrará em campo contra o América-MG, ainda que sem saber exatamente com quem poderá contar. - Não há hipótese de W.O.
A gente, imediatamente, a partir de uma situação de dificuldade, está atuando para buscar a solução - completou o diretor jurídico da Ponte, José Henrique Specie, também à Rádio Bandeirantes.
Elenco da Ponte Preta antes de jogo pela Série B Marcos Ribolli/ PontePress A diretoria tenta reverter a decisão de alguns jogadores do grupo principal para, somando aos jovens das categorias de base, ter número suficiente para voltar a treinar já nesta quinta (no período da tarde) e conseguir fechar um time para domingo.
Paralelamente, também existe a busca por recursos emergenciais para ao menos quitar parte das dívidas.
LEIA TAMBÉM: + Crise na Ponte: jogadores recém-contratados vão embora sem estrear + Advogado de jogadores relata desespero: "Muitos pagando para trabalhar" Tem gente para jogar? Segundo as regras, uma equipe precisa ter sete jogadores no mínimo para a realização de uma partida.
Internamente, a conta é que aproximadamente 15 peças estão à disposição no momento.
Além de garotos da base já integrados ao grupo, como, por exemplo, o lateral-esquerdo Matheus Souza, de 17 anos e titular no último jogo, contra o Avaí, a diretoria inclui na lista jogadores que estão emprestados e que não recebem o pagamento pela Ponte - casos dos zagueiros Lucas Cunha e Palacios (Bragantino) e dos atacantes David da Hora e Brandão (Coritiba).
O departamento de futebol espera não ter que chamar mais atletas da base, até pelo fato de as categorias menores estarem envolvidas em competições, mas deixou todos de sobreaviso caso tenha a necessidade de uma convocação às pressas para completar o grupo.
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