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IFIX cai mais de 5% em poucos meses; o que está por trás da pressão sobre os FIIs?

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IFIX cai mais de 5% em poucos meses; o que está por trás da pressão sobre os FIIs?

O mercado de fundos imobiliários enfrenta uma fase desafiadora, após um trimestre de valorização.

Para Bernardo Sanches, criador do Canal Vai Pelos Fundos, o movimento de queda do IFIX observado desde maio não pode ser explicado por um único fator, mas resulta da combinação entre o cenário macroeconômico e problemas específicos enfrentados por determinados fundos.

O IFIX acumula queda de cerca de 3% no ano.

O recuo, isoladamente, não seria expressivo, mas o desempenho dos últimos meses chama mais atenção: em um intervalo de três a quatro meses, a baixa supera 5%, indicando um ambiente de maior volatilidade.

De acordo com Sanches, o contexto macroeconômico exerce papel importante nesse movimento.

O Brasil atravessa um ano eleitoral, enquanto a Selic permanece em 14%, mantendo a renda fixa como concorrente dos ativos de renda variável.

“O investidor estava um pouco alheio a tudo isso”, disse no Liga de FIIs , programa semanal do InfoMoney , ao lembrar que os FIIs vinham de um 2025 de forte valorização, superior a 20%, e de um primeiro trimestre de 2026 também positivo.

Leia Mais: FIIs nas eleições de 2026: o que o histórico indica para o investidor? Três grupos de FIIs explicam comportamento dos IFIX Na leitura de Sanches, olhar apenas para o IFIX esconde diferenças importantes entre os fundos.

Ele divide o mercado atual em três grandes grupos , com comportamentos bastante distintos.

O primeiro reúne os FIIs que estão próximos da estabilidade ou apresentam quedas semelhantes às observadas no índice.

São fundos que, na avaliação de Sanches, não enfrentam problemas em seus fundamentos e acabam acompanhando de forma mais próxima o comportamento geral do mercado.

O segundo grupo é formado pelos fundos que sofreram quedas muito mais intensas, de 30%, 40%, 50% ou até 60%.

Nesse caso, ele afirma que a desvalorização está diretamente relacionada a problemas de fundamentos.

“São fundos que apresentam inadimplência, que tiveram demonstrações financeiras recusadas, fundos que estão ali recheados de default, crise de governança”, comenta o analista.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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