Bruno Gagliasso vive Honestino Guimarães, desaparecido durante a ditadura militar
Honestino Guimarães tinha 26 anos quando desapareceu, em 1973, durante a ditadura militar .
Estudante da Universidade de Brasília (UnB) e ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) , tornou-se uma das principais lideranças do movimento estudantil em meio à repressão do regime.
Essa história é contada em “Honestino”, dirigido por Aurélio Michiles e protagonizado por Bruno Gagliasso.
O longa está em cartaz no Cine Cultura Liberty Mall, em Brasília, e combina ficção, documentário e registros históricos para levar às telas diferentes momentos da trajetória do líder estudantil.
Durante entrevista coletiva em Brasília, Bruno Gagliasso falou sobre a preparação para viver o personagem.
Segundo o ator, o objetivo era evitar uma representação heroica e apresentar também a pessoa que existia fora da atuação política.
“Eu não queria mostrar o cara invencível, o herói.
Queria mostrar quem ele era como pessoa”, afirmou.
A caracterização incorporou relações familiares, amizades, o interesse por poesia e a paixão pelo futebol.
Vascaíno, Honestino chegou a frequentar o Maracanã durante a clandestinidade.
Foi também durante esse processo que Gagliasso conheceu melhor a trajetória do ex-presidente da UNE.
“Eu não conhecia o Honestino.
É uma vergonha.
Eu quero que meus filhos saibam quem foi Honestino Guimarães”, contou.
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