Sapateiro resiste ao tempo e mantém viva a arte do trabalho manual há mais 30 anos no Acre: 'Serviço satisfatório'
Sapateiro resiste ao tempo e mantém viva a arte do trabalho manual há mais 30 anos no Acre Em uma época marcada pela produção em larga escala, o trabalho manual dos sapateiros continua sendo uma alternativa para quem deseja prolongar a vida útil de calçados, bolsas e malas.
No Acre, Carlos Braz da Silva, de 50 anos, é um dos profissionais que mantêm viva essa tradição.
Ao g1, ele explica que atravessa gerações e mesmo com o passar do tempo, conseguiu resistir às transformações do mercado.
Sem nunca ter feito um curso profissionalizante, Carlos aprendeu o ofício com o padrasto aos 15 anos, desde então, são 35 anos dedicados a consertar calçados. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp "A vida toda foi dentro do mercado de calçados.
Olha, é no mínimo um tipo de serviço extremamente satisfatório, sabe? Ver o cliente apreciando o serviço ao qual você passou algumas horas do dia se dedicando é algo revigorante", conta. 👞 Comemorada neste domingo (25), a data está ligada à fé cristã e celebra São Crispim e São Crispiniano, considerados os santos padroeiros dos sapateiros.
Eles eram dois irmãos que viajaram para França para pregar o cristianismo.
Para se sustentar, consertavam calçados.
No Acre, Carlos Braz da Silva, de 50 anos, mantém viva a tradição da sapataria manual há 35 anos Arquivo pessoal LEIA MAIS: Tradição: Comerciante mantém hábito de ouvir rádio há mais de 50 anos e diz passar 24h com aparelho ligado Médico transforma festa de aniversário em mutirão com especialistas no Acre: 'Meu presente' Palhaço há sete anos, professor usa humor para levar arte a comunidades no AC: 'Não é só performance' Braz tem uma tradicional sapataria no Centro de Rio Branco.
Após pegar toda a experiência com o padrasto, ele decidiu abrir seu próprio negócio, que emprega outras duas profissionais.
Ao longo da carreira, ele acompanhou mudanças nos materiais, nas técnicas e na qualidade dos produtos.
Para o sapateiro, enquanto o acabamento dos serviços de reparação melhorou com o tempo, a qualidade dos calçados disponíveis no mercado diminuiu.
"A principal mudança que percebo é que a qualidade dos serviços nesse período ficou melhor com o tempo, tendo melhor acabamento e menos grosseiro.
Já a qualidade dos calçados decaiu bastante", avalia.
Com os preços dos produtos cada vez mais altos, recuperar um calçado danificado pode representar economia para o consumidor.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Acre.