Ouro fecha avança com alívio do dólar e dos Treasuries
O contrato mais líquido do ouro fechou fechou em alta nesta quinta-feira (8), diante do alívio do dólar e dos juros dos Treasuries , enquanto investidores ponderam a trajetória das taxas de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) após a publicação da ata da reunião de setembro sugerir um novo aperto monetário neste ano.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,39%, a US$ 4.157,00 por onça-troy.
Já a prata para dezembro, por outro lado, recuou 1,44%, a US$ 59,424 por onça-troy.
O que impulsionou o ouro hoje? Os preços do metal precioso receberam suporte da ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) de setembro, que mostrou que a maioria dos dirigentes esperava outra elevação até o fim do ano, sem apresentar um argumento para que isso ocorra já no próximo encontro, ainda em outubro.
Nesse sentido, a ferramenta de monitoramento do CME Group apontava probabilidade elevada (82,8%) de o Fed manter os juros inalterados na reunião deste mês, o que dava certo fôlego ao ouro.
Para a Critical Metals, no entanto, um aperto monetário maior pelo Fed pode manter o ouro sob risco, ao passo que a demanda dos bancos centrais pode limitar as perdas.
“A maioria das autoridades monetárias avaliou que outro aumento [pelo Fed] provavelmente seria apropriado até o final do ano, mantendo o metal precioso sob pressão”, ponderou.
Apesar da alta registrada hoje, o Swissquote Bank afirma, em análise, que os rendimentos mais elevados dos títulos estão pressionando o ouro para baixo, pois o maior custo de oportunidade de manter um metal que não paga juros tem afugentado os investidores neste momento, levando-os a reduzir a exposição no curto prazo. *Com informações da Dow Jones Newswires
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