Flávio fugiu com medo do cavalo preto
A festa acabou.
A luz apagou.
O povo sumiu.
E agora, Flávio? A pergunta que atravessa o célebre poema “José”, de Carlos Drummond de Andrade, ganhou uma inesperada atualidade política.
O candidato derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais do histórico domingo, 25 de outubro, desapareceu de circulação dois dias depois para local incerto e não sabido.
Nesta terça-feira, 27, a imprensa nacional e internacional revelou que Flávio Bolsonaro fugiu o Brasil rumo aos Estados Unidos.
Pouco depois, a Reuters avisava ao mundo que confirmou a informação com um aliado do senador.
O destino seria o mesmo país onde seu irmão Eduardo Bolsonaro vive e atua há dois anos conspirando contra o Brasil, lutando contra a soberania do país que o elegeu deputado com mais de um milhão de votos.
A notícia chegou depois de Flávio descumprir uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para entregar seus passaportes à Polícia Federal e não deixar o território brasileiro.
Os documentos foram cancelados.
Mas Flávio fugiu como um clandestino.
Sem lenço e sem documento.
A Polícia Federal informou que não havia registro de saída do senador pelos postos regulares de controle migratório.
Ainda não estavam esclarecidos o itinerário, a aeronave utilizada nem as circunstâncias de sua partida.
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