Brasil registra 249 bilhões de ataques cibernéticos em 7 meses
O Brasil registrou cerca de 249,3 bilhões de ataques cibernéticos entre janeiro e julho de 2026, superando o volume total contabilizado em todo o ano de 2025.
Os dados são do relatório Cenário Global de Ameaças, da Fortinet , e revelam uma aceleração sem precedentes na exposição de empresas brasileiras a ameaças digitais.
O número representa uma alta de 44% no número de varreduras ativas, que somaram nove bilhões nos primeiros seis meses do ano.
Um segundo levantamento reforça o cenário.
O State of the SOC (Security Operations Center) Report 2026, do N-able , analisou mais de 900 mil alertas de segurança registrados entre março e dezembro de 2025 e identificou uma mudança no perfil dos alvos; 18% dos alertas passaram a ter origem na rede e no perímetro das organizações, revertendo anos em que a maior parte das ameaças se concentrava na nuvem e nos dispositivos de usuários pessoas físicas.
O estudo do N-able também mostra que 50% dos ataques conseguem contornar soluções tradicionais de proteção de endpoints .
Para o CEO da Addee , Rodrigo Gazola , os números confirmam uma tendência já observada no mercado local.
“Durante muito tempo, muitas organizações acreditaram que investir apenas em antivírus de nova geração ou detecção e resposta a endpoints (EDR) resolveria praticamente todos os problemas.
Agora, temos dados que comprovam exatamente o contrário, já que os criminosos passaram a explorar as lacunas entre as diferentes camadas de segurança.
É uma realidade que também enxergamos no Brasil, principalmente entre pequenas e médias empresas, que normalmente possuem ambientes híbridos e infraestrutura construída de forma gradual” afirma.
Leia mais: Segurança de dados vira principal desafio na adoção de IA, aponta Hitachi Vantara IA como necessidade operacional O relatório do N-able aponta que o volume de ameaças já supera a capacidade de resposta humana nos modelos tradicionais de operações de segurança.
O SOC da empresa recebeu, em média, dois alertas por minuto, e 90% das investigações já contam com automação baseada em inteligência artificial (IA), com supervisão humana mantida apenas nas decisões críticas.
Para Gazola, esse dado tem consequência direta sobre o mercado brasileiro.
“O Brasil sofre com uma escassez histórica de profissionais de cibersegurança.
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