Dólar cai a R$ 5,14 com retomada de apetite por risco no exterior e cenário eleitoral em foco
O dólar à vista perdeu força ao longo do pregão com a retomada do apetite por risco dos investidores, colocando o real como a moeda com o melhor desempenho do dia entre as emergentes.
Nesta sexta-feira (21), a divisa encerrou o dia com queda de 0,93%, a R$ 5,1451 , no mercado à vista.
O movimento local foi puxado pelo enfraquecimento do dólar global.
Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY , indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra , caía 0,08%, aos 98.814 pontos.
Na semana, o dólar valorizou-se 1,21% ante o real no mercado à vista, enquanto o DXY acumulou perda de 0,79%.
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O que mexeu com o dólar hoje? O mercado de câmbio continuou amparado no movimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, em meio às incertezas sobre a trajetória dos juros norte-americanos pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA).
No radar, os investidores seguiram repercutindo o anúncio de intervenção do Tesouro norte-americano no mercado de títulos de longo prazo.
Na quarta-feira (19), a autarquia anunciou uma operação ampliada de recompra de títulos de longo prazo , dobrando o volume destinado aos papéis com vencimentos entre 10 e 20 anos e entre 20 e 30 anos.
A medida ficará em vigor entre 9 de setembro e 4 de novembro.
Para Chris Turner , estrategista de mercados e câmbio do ING, o movimento foi “mais uma ferramenta de sinalização de que o Tesouro dos EUA está preocupado com os elevados rendimentos dos títulos e quer lidar com isso”.
Segundo estrategista, se o Tesouro estiver mais atento à proteção da ponta longa da curva, o cenário tende a favorecer uma queda mais gradual da moeda americana no curto prazo, com “alguma valorização superior das moedas de commodities de maior beta e, de forma geral, das moedas de mercados emergentes”.
No cenário doméstico, a queda do dólar foi impulsionada pela expectativa pela pesquisa Datafolha, com divulgação prevista para a noite desta sexta-feira.
“Além do enfraquecimento global do dólar, o movimento também é influenciado pela percepção de que a vantagem do presidente Lula nas pesquisas eleitorais pode estar diminuindo, o que vem sendo interpretado por parte dos investidores como um fator positivo para os ativos brasileiros”, afirma Marcos Weigt, diretor de Tesouraria do banco Travelex.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.