Inflação nos EUA desacelera em julho, alivia pressão sobre juros, mas ainda há riscos
A inflação ao consumidor nos Estados Unidos confirmou um cenário de desinflação gradual em julho, com os principais indicadores alinhados às expectativas, mas ainda mantendo o núcleo de preços pressionado.
Em julho, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,1% no mê s, após queda em junho, levando a taxa acumulada em doze meses para 3,4%.
O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, avançou 0,2% na comparação mensal e recuou para 2,5% em termos anuais.
Segundo os economistas Bernardo Dutra e Pedro Henrique Werneck, do Itaú, os dados retiram parte da pressão por aumentos de juros pelo Federal Reserve (Fed) no curto prazo.
Mas há quem alerte para riscos de alta devido ao mercado de trabalho e incertezas quanto ao conflito no Oriente Médio.
Pressões e alívios no CPI O comportamento interno dos setores de preços foi misto.
Vinicius Flores, sócio da Stratton Capital, com sede em Nova York, destaca que os custos com aluguéis responderam por cerca de dois terços da inflação do mês, sendo uma categoria de grande inércia no país.
Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, reforça que a habitação seguiu comportada, subindo apenas 0,1%, enquanto os preços de energia caíram 1,5%, embora ainda acumulem forte alta anual de 14,7%.
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