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Aguardente, kombucha e nozes: excesso de lichias colhidas na safra são transformadas em produtos variados no interior de SP

G1 ·
Aguardente, kombucha e nozes: excesso de lichias colhidas na safra são transformadas em produtos variados no interior de SP

Excesso de lichias colhidas na safra são transformadas em produtos no interior de SP A lichia, fruta de espécie exótica, costuma chamar a atenção por sua aparência: uma casca vermelha e rugosa envolve a polpa branca e suculenta, que recobre a semente.

No Brasil, sua colheita acontece entre dezembro e janeiro.

Além do consumo in natura, ela pode ser usada para a produção de doces, geleias e sucos.

Ainda buscando o uso completo do fruto e evitando o desperdício de alimentos, um produtor rural de Itaí (SP) encontrou uma finalidade para as unidades excedentes colhidas durante a safra.

Elas viraram produtos variados, como: aguardente, kombucha, nozes, venda da polpa congelada e mais. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Em Itaí, a plantação de lichia se destaca por produzir produtos variados à partir das sobras da fruta Lichias Britchis/Reprodução O responsável por repensar a entrega da lichia aos consumidores é o produtor Ricardo Soares de Arruda Pinto, natural de São Paulo (SP) e proprietário de uma fazenda no interior paulista.

Ao lado de outros empreendedores, o homem encontrou alternativas secundárias para o aproveitamento do que era colhido em sua propriedade.

“A vida útil da lichia é assim, você colheu, deram cinco dias e ela começa a escurecer a casca.

Agora, você tirou a casca, tirou o caroço, congelou em outra congeladora, ela dura dois anos.

Antes, a gente misturava essa fruta com esterco e aplicava como adubo, mas era uma perda de dinheiro”, contou Ricardo ao g1.

De acordo com o proprietário, a fazenda em Itaí possui 193,6 hectares Lichia Britchs/Reprodução Em 2020, Ricardo percebeu que estava operando com um descarte da lichia acima do esperado.

Dessa forma, para evitar a perda alimentícia, surgiu a ideia de começar a trabalhar com a industrialização da fruta.

A primeira oportunidade foi a produção de bebida alcoólica, com um parceiro comercial localizado em Torre de Pedra (SP).

Logo depois, o produtor testou outras opções, como o congelamento, a liofilização (processo de desidratação), a noz de lichia e até mesmo a produção de mel a partir da polinização das flores que crescem na árvore da fruta.

“Nós fomos desenvolvendo os aproveitamentos, para pegarmos esse descarte e fazê-lo, inclusive, ser vendido mais caro do que a lichia fresca, que vendemos no final do ano.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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