PEC do fim da 6×1: Alcolumbre quebra protocolo e faz homenagem a Paulo Paim
O presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP) decidiu quebrar o protocolo da Casa e chamar o senador Paulo Paim (PT-RS) para compor a Mesa durante a promulgação do fim da escala 6×1.
A solenidade aconteceu na manhã desta sexta-feira, 16, e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Com presença de Lula, Congresso promulga fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho “Me permitam pedir permissão (…) Acho que nós precisamos fazer uma homenagem a um grande ser humano, a um grande brasileiro, que esteve nas últimas quatro décadas lutando por essa conquista.
E que eu tenho muita honra e muito privilégio de conviver, há alguns anos”, declarou Alcolumbre na abertura da sessão.
“ Eu sei que o cerimonial estabeleceu esse rito constitucional de uma sessão solene, mas o meu coração não me permitiria deixar de convidar uma pessoa para a Mesa, para representar o povo brasileiro.
Me permitam quebrar o protocolo, é para representar todos nós.
Porque eu sei que ele, com certeza absoluta, representará todos nós congressistas.
Queria pedir uma cadeira, e que ficasse ao lado do presidente Hugo Motta o nosso amigo, o cidadão brasileiro Paulo Paim ”, prosseguiu o presidente do Senado.
Continua após a publicidade O senador gaúcho, que chega à sua aposentadoria ao fim desta legislatura — anúncio antecipado por VEJA –, f oi ovacionado por colegas senadores e deputados ao dirigir-se à Mesa.
Continua após a publicidade Qual a razão da homenagem? Muito antes da tramitação da PEC 221/2019, que agora estabelece 40 horas de trabalho semanais sem redução salarial, Paim já havia participado de outro capítulo da redução de jornada no país.
Deputado federal na Assembleia Nacional Constituinte de 1988, o senador gaúcho, junto a outros parlamentares, defendeu e ajudou a aprovar a redução da jornada máxima de trabalho das então 48 para 44 horas semanais.
Paim, lembrou o episódio antes da promulgação do fim da 6×1 nesta sexta-feira, 16, e disse sentir-se “realizado”.
“Pra mim, é uma emoção, como foi na Assembleia Constituinte.
Agoram mais de 40 milhões de brasileiros serão beneficiados de forma direta, além das famílias e daqueles que estão na informalidade, porque as 40 horas passam a ser referência para todos, como é hoje o salário mínimo ”, declarou.
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