Rogério Marinho pede ao STF julgamento da Lei da Dosimetria
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que coloque em julgamento as quatro ações que questionam a constitucionalidade da chamada Lei da Dosimetria .
Em ofício encaminhado a Fachin, Marinho solicita a inclusão na pauta das ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) 7.966, 7.967, 7.968 e 7.969, todas sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. O documento é datado de 5 de agosto.
A Lei 15.402/2026 alterou regras de dosimetria e execução de penas relacionadas a crimes contra o Estado Democrático de Direito e pode beneficiar condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro.
No pedido, Marinho argumenta que os processos já estão suficientemente instruídos para análise pelo plenário e afirma não haver providências pendentes que impeçam o julgamento. O senador também cita parecer apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em junho favorável à constitucionalidade da lei.
"A pronta apreciação dessas ações diretas contribuirá para a segurança jurídica e para a estabilidade do sistema de justiça criminal, além de permitir que centenas de cidadãos comuns possam voltar para casa e seguir suas vidas com suas famílias", afirma Marinho.
A Lei da Dosimetria foi promulgada em maio pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, após deputados e senadores derrubarem o veto integral do presidente Lula ao projeto.
A norma alterou critérios de progressão de regime, remição e aplicação de penas em crimes contra o Estado Democrático de Direito.
Após a promulgação, Alexandre de Moraes suspendeu a aplicação da lei em execuções penais relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro até que o plenário do STF decida sobre sua constitucionalidade.
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