Marcão chega a 73 jogos e reforça papel de coringa do Flu
Marcão acrescentou neste sábado (15) mais um capítulo à longa história como solução do Fluminense para momentos de transição. Na estreia de sua nova passagem pelo comando interino, o treinador viu o Tricolor sair atrás duas vezes e virar sobre o líder Palmeiras por 3 a 2, no Maracanã. Com o resultado, chegou a 73 jogos oficiais como técnico da equipe, com 31 vitórias, 20 empates e 22 derrotas, além de 81 gols marcados e 63 sofridos. O aproveitamento agora é de 51,6%.
A vitória ganhou ainda mais peso pelo cenário encontrado pelo auxiliar permanente. Marcão assumiu após a demissão de Luis Zubeldía e diante de um Fluminense que acumulava oito partidas sem vencer. Logo no primeiro compromisso, interrompeu o jejum justamente contra o primeiro colocado do Campeonato Brasileiro. O próximo desafio será ainda maior: na terça-feira (18), o Tricolor decide contra o Independiente Rivadavia, na Argentina, uma vaga nas quartas de final da Libertadores.
O atual chamado é a 11ª vez em que Marcão assume interinamente o Fluminense. Há diferenças na forma como algumas fontes contabilizam as passagens, principalmente porque ele também comandou equipes alternativas no início de Campeonatos Cariocas e chegou a ser interino em uma transição sem posteriormente dirigir uma partida. Nos números de jogos, porém, o levantamento utilizado antes do duelo com o Palmeiras apontava 72 apresentações, 30 vitórias, 20 empates e 22 derrotas. A virada deste sábado atualizou a conta.
Volante histórico do clube no fim dos anos de 1990 e início dos anos 2000, Marcão foi treinador do Fluminense pela primeira vez em 2016. Ex-volante identificado com o clube e integrante da comissão técnica permanente, ele inicialmente apareceu como uma opção para períodos curtos entre a saída de um treinador e a chegada do seguinte.
Naquele ano, assumiu depois de Eduardo Baptista e voltou ao cargo após a saída de Levir Culpi. Aos poucos, porém, deixou de ser apenas um nome para comandar alguns treinamentos ou partidas isoladas e passou a representar uma alternativa real em situações de instabilidade.
Foi em 2019 que essa condição ganhou outra dimensão. Primeiro, Marcão dirigiu a equipe interinamente depois da demissão de Fernando Diniz. Pouco depois, com a saída de Oswaldo de Oliveira, assumiu novamente e permaneceu até o encerramento da temporada. O Fluminense lutava contra o rebaixamento, mas terminou o Brasileiro na 14ª colocação e ainda garantiu vaga na Copa Sul-Americana de 2020.
Naquela reta final, foram 17 partidas após Oswaldo sair, com sete vitórias, seis empates e quatro derrotas. A recuperação afastou o risco de queda e consolidou Marcão como a principal solução interna do clube para momentos de emergência.
O trabalho seguinte aumentou ainda mais a confiança no auxiliar. Em dezembro de 2020, Odair Hellmann deixou o Fluminense para trabalhar no exterior, e Marcão assumiu a equipe até o encerramento do Brasileiro. Foram 14 partidas nessa sequência, com sete vitórias, quatro empates e três derrotas.
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