Pinheiros perdendo força e Santa Cecília em alta? Novos sinais no mapa do luxo em SP
O mercado imobiliário de alto padrão de São Paulo continua concentrado em bairros tradicionais como Vila Nova Conceição, Itaim Bibi e Jardins, mas parte da alta renda está olhando para outros endereços da cidade , enquanto algumas regiões que lideraram o crescimento nos últimos anos começam a dar sinais de saturação.
Um estudo feito pela proptech Pilar com base em 342 mil registros de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) pagos na capital paulista entre janeiro de 2025 e junho de 2026 mostrou mudanças na geografia das vendas de imóveis acima de R$ 3 milhões, sendo a maior no bairro Santa Cecília .
Segundo o relatório, foram movimentados R$ 154 milhões em imóveis acima de R$ 3 milhões na Santa Cecília no semestre, uma alta de 116,4% na comparação anual.
O número de transações passou de 14 para 27, avanço de 92,9%.
Os resultados colocaram a região entre os 12 maiores mercados de alto padrão da cidade, algo incomum para um bairro que, historicamente, nunca ocupou posição de destaque no circuito do luxo paulistano.
Para Renato Zimmermann, fundador e CEO da Zimmermann Imóveis, o fenômeno tem duas explicações.
A primeira é uma questão de definição do que é Santa Cecília.
“A diferença entre o que diz o CEP e o povo, na prática, é comum em toda a cidade de São Paulo e isso se aplica nesse caso.
Muitos imóveis classificados como Santa Cecília estão em uma faixa tradicionalmente associada ao Higienópolis.
Imóveis nessa faixa de preço, de no mínimo R$ 3 milhões, estão próximos à Avenida Angélica, Rua Veiga Filho, Alameda Barros e à Brasília Machado.
No recorte estatístico eles entram como Santa Cecília, mas são percebidos de outra forma pelo mercado”, explica.
Ainda assim, Zimmermann acredita que existe uma transformação acontecendo na região, motivada pelos planos do governo do Estado de trazer sua sede para Campos Elíseos, bairro vizinho à Santa Cecília .
O projeto será construído e gerido, no formato de concessão em parceria público-privada (PPP), pelo consórcio formado pelas empresas brasileiras RZK Empreendimentos Imobiliários, Zetta Infraestrutura, M4 Investimentos, Engemat e Iron Property.
A concessão tem duração de 30 anos e prevê investimento total de R$ 6 bilhões em melhorias.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.