França sofre ataque hacker e dados de 678 mil contas são extraídos de sistema fiscal
O governo francês confirmou que um acesso ilícito aos sistemas da Direção-Geral das Finanças Públicas resultou na extração de dados de 678 mil contas de pessoas físicas e empresas.
A intrusão ocorreu no fim de junho e foi revelada publicamente nesta sexta-feira (14).
Segundo o gabinete do primeiro-ministro, uma reunião de crise interministerial será realizada nesta segunda-feira (17) para avaliar o plano de comunicação aos afetados e as medidas adicionais de proteção.
As notificações individuais começarão a ser enviadas no mesmo dia, de acordo com comunicado citado pela Bloomberg neste domingo.
A Procuradoria de Paris abriu investigação criminal para apurar a invasão aos sistemas da DGFiP, sob condução da unidade de cibercrime da polícia francesa.
O objetivo é determinar a forma da intrusão, eventuais responsabilidades e se houve atuação de organização criminosa, crime que prevê pena mínima de cinco anos.
Paralelamente, o Ministério da Economia anunciou uma auditoria técnica liderada pela Agência Nacional de Cibersegurança e Ciberdefesa (ANSSI), com conclusões a serem encaminhadas às comissões de Finanças da Assembleia Nacional e do Senado.
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Entre as ações em curso, citou a autenticação de dois fatores para servidores com acesso a ficheiros, sistemas de detecção precoce de fugas e a revisão dos protocolos de acesso a dados.
Leia também: Greve atinge companhia aérea e cancela quase 100 voos em pleno verão europeu Dados foram expostos Na nota oficial divulgada nesta sexta-feira (14), o governo informou que os acessos ilegítimos foram usados para consultar e extrair dados fiscais como renda tributável de referência, quociente familiar e a alíquota de retenção na fonte.
Também houve consulta a dados cadastrais relativos a endereços e a informações de imóveis, como áreas, segundo o comunicado citado pela Bloomberg.
No caso das empresas, constam razão social e identificadores administrativos, como SIREN, relatou o site Livecoins ao reproduzir trechos da comunicação oficial.
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