Brasil deve repensar que juízes quer e como remunerá-los, alerta Herman Benjamin
O que os brasileiros querem e esperam de sua magistratura? A pergunta reflexiva foi feita pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Herman Benjamin, na sua última manifestação pública enquanto ocupa o cargo.
E a questão aponta para um momento decisivo dos juízes brasileiros.
Gustavo Lima/STJ Benjamin levantou questão existencial da magistratura ao se despedir da presidência Benjamin, que assumiu a Presidência do STJ em 2024 com a proposta de entender e conter a debandada de juízes da carreira , disse que “o tempo é de ouvir”.
E o fez em sinal de alerta.
O ministro destacou que a magistratura não é surda ou cega, nem vive em casulos.
“Porque se fosse surda, cega e enclausurada, estaria condenada a desaparecer ou perder o mínimo de legitimidade de que precisamos.” Ele afirmou também que o objetivo do Judiciário continua sendo recrutar os melhores jovens, recém-graduados nas mais prestigiadas faculdades de Direito.
Mas, ao mesmo tempo, é preciso indagar quem são os concorrentes, aqueles que os afastam da carreira e dos concursos públicos.
“Qual o padrão remuneratório desses jovens advogados? Nao é segredo .
Essa é uma pergunta, uma premissa fundamental que a sociedade precisa, sobre ela, ter uma reflexão séria e serena”, afirmou o presidente do STJ.
Magistratura em foco Benjamin continuou a abordagem do tema dizendo que os valores mudaram substancialmente.
O que antes era considerado eterno hoje é profundamente questionado.
E outros valores, que não estavam na agenda dos grandes debates em círculos intelectuais, ganharam centralidade.
“Se mudam os valores, mudam também as expectativas.
E, se mudam os valores da sociedade, não serão apenas valores substantivos ou procedimentais.
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