Portugal se junta à Espanha, à França e à Alemanha e avança com corredor de 670 km capaz de transportar 2 milhões de toneladas de hidrogênio por ano
Projeto liga a Península Ibérica às futuras redes europeias e prevê capacidade suficiente para atender parte relevante da demanda continental.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O corredor de 670 km H2Med pretende ligar Portugal, Espanha e França às futuras redes europeias de hidrogênio. Com apoio da Alemanha, a iniciativa combina trechos terrestre e submarino, prevê até 2 milhões de toneladas por ano e mira operação comercial em 2032.
Segundo o consórcio H2Med , o projeto foi criado para conectar a Península Ibérica ao centro e ao noroeste da Europa por uma infraestrutura dedicada ao hidrogênio renovável. Portugal, Espanha e França iniciaram a iniciativa em 2022, com apoio posterior da Alemanha.
O projeto é promovido pelas operadoras REN, Enagás, NaTran, Teréga e OGE. A Alemanha entrou no arranjo político em 2023, e sua operadora OGE passou a integrar formalmente o grupo de promotores no mesmo ano.
O site oficial do H2Med explica que o corredor físico é formado por duas interligações. A primeira une Celorico da Beira, em Portugal, a Zamora, na Espanha; a segunda segue de Barcelona até a região de Marselha, na França.
A Alemanha não recebe um tubo direto desses 670 km. Segundo o projeto, o hidrogênio que chegar à França poderá seguir pelas redes em desenvolvimento até a Alemanha e outros centros consumidores do noroeste europeu.
O trecho terrestre CelZa terá 270 km e capacidade máxima de 0,75 milhão de tonelada por ano. Ele conectará as futuras redes de hidrogênio de Portugal e Espanha, funcionando como rota para a produção portuguesa seguir em direção ao restante do corredor.
O BarMar será maior em capacidade e seguirá por cerca de 400 km sob o mar entre Barcelona e Fos-sur-Mer, próximo a Marselha. Segundo o H2Med, esse trecho poderá transportar até 2 milhões de toneladas de hidrogênio por ano.
A capacidade de 2 milhões de toneladas corresponde ao limite máximo previsto para o BarMar e aparece também como a capacidade de transporte projetada para o conjunto do H2Med. O corredor foi dimensionado para receber produção ibérica e levá-la aos grandes centros consumidores europeus.
Segundo os responsáveis pelo projeto, esse volume poderia equivaler a cerca de 10% do consumo europeu de hidrogênio esperado em 2032 . A estimativa depende, portanto, das projeções de demanda e da produção disponível quando a infraestrutura entrar em serviço.
O H2Med afirma que Portugal e Espanha possuem condições favoráveis para produzir hidrogênio renovável a partir de eletricidade solar e eólica. A proposta é usar essa produção para abastecer setores industriais difíceis de eletrificar diretamente em outras partes da Europa.
A participação alemã amplia a lógica do corredor além dos três países percorridos pelos dutos. OGE entrou como promotora para conectar o projeto às futuras redes alemãs, criando uma rota de importação que passa pela França antes de alcançar os consumidores mais ao norte.
Em julho de 2026, o consórcio H2Med informou que o BarMar entrou na fase FEED de engenharia detalhada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.