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Novos gestores de saúde devem ter visão sistêmica, perspectiva social e liderança humanizada

Futuro da Saúde ·

A aceleração do envelhecimento da população nas próximas décadas deve trazer desafios globais.

O ecossistema de saúde será um dos mais afetados e precisará reorganizar demandas de cuidado e a sua complexidade, diante de um aumento de carga de doenças crônicas como o câncer e as cardiopatias.

Na prática, isso coloca o gestor de uma organização de saúde em um momento de transição de competências, desafios e expectativas para modelos de gestão mais eficientes e sustentáveis.

Hoje, de acordo com dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos em Saúde (CNES), o Brasil conta com pouco mais de 490 mil unidades , considerando hospitais, unidades básicas de saúde (UBS), ambulatórios, unidades de atenção domiciliar e casas de apoio à saúde.

Com as transformações sociodemográficas atuais, o próprio perfil dos estabelecimentos mais demandados deve mudar.

Discussões sobre casas de longa permanência e centros de convivência e bem-estar para idosos, por exemplo, ganham cada vez mais destaque.

Se, antes, ter um gestor formalmente capacitado em competências administrativas era um diferencial, agora esse elemento se torna parte da estratégia de sucesso a longo prazo para as organizações de saúde.

Para atuar nesse contexto mais complexo, serão necessárias competências como visão sistêmica, de gestão de pessoas e de recursos, estratégia de negócios e outras nem sempre contempladas nos cursos específicos de saúde.

“Os gestores precisam ter uma visão de mundo adequada para entender a complexidade que nós vivemos”, reflete Gonzalo Vecina Neto, médico sanitarista e membro do Conselho Nacional de Gestão em Saúde da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares (FBAH).

“Essa é uma questão fundamental na vida de qualquer gestor e, em particular, dos gestores da área da saúde.” Os cursos de gestão e administração já começam a se adaptar ao novo cenário, mas sem esquecer da amplitude do setor de saúde.

É o que avalia Pedro Teberga, coordenador do curso de Administração do Ensino Einstein, que traz um currículo mais aprofundado em relação à saúde como setor.

“O sistema da saúde como um todo é extremamente complexo, muito em razão da variedade de players conectados.

Tem o plano de saúde, o hospital, as empresas que fornecem medicamentos, os reguladores, o paciente.

Isso não é replicável a nenhum outro setor”, completa.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.

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