Indústria articula portabilidade do cuidado e quer custear canetas emagrecedoras para trabalhadores
A indústria brasileira segue se mobilizando para participar mais das decisões de saúde do trabalhador, reduzindo custos junto à saúde suplementar e buscando diálogo para fortalecimento da saúde pública.
Entre as principais iniciativas está a possibilidade do país adotar a portabilidade do cuidado.
A ideia, construída junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), é que, para além das portabilidades de carência, exista um conjunto mínimo de exames e acompanhamentos que sejam feitos ao longo da vida, e os dados de exames sejam compartilhados entre os prestadores.
A proposta quer incentivar que as operadoras invistam na busca ativa e prevenção, mesmo que o paciente troque de plano de saúde.
O tema foi abordado nesta terça-feira, 1º, em evento da indústria.
Realizado pelo Serviço Social da Indústria (SESI), o SESI-SP, o Conselho Nacional do SESI (CN-SESI) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em São Paulo, o Conecta Saúde reuniu representantes da indústria e especialistas do setor da saúde para discutir a fragmentação do cuidado e caminhos para coordenar o paciente pelo sistema.
Em entrevista ao Futuro da Saúde, Emmanuel Lacerda, superintendente de Saúde e Segurança na Indústria do SESI, também detalhou alguns outros projetos do Movimento Empresarial pela Saúde (MES) , entre eles, uma linha de cuidado para obesidade, que inclui o uso de canetas emagrecedoras, análogas de GLP-1.
Com um modelo assistencial preventivo, a indústria pode custear parte ou de forma integral o uso dos medicamentos.
Contudo, é preciso alinhar a proposta com operadoras de planos de saúde, que irão fazer o acompanhamento dos pacientes.
“Esse desenho de co-financiamento ainda não está claro, mas temos que criar incentivos ao engajamento.
Se o trabalhador deixa de pagar algo que está pagando do bolso, já é um incentivo.
Podemos pensar em outras formas de compartilhar a responsabilidade com todo mundo”, afirma o superintendente, que aponta que as discussões ainda são iniciais e há necessidade de aprofundar o desenho dessa linha de cuidado.
Outro projeto mais avançado é o de um fundo para custear medicamentos de alto custo , reduzindo impacto para planos de saúde e, consequentemente, para a indústria.
Ao todo, a entidade reúne quatro estudos sobre o tema.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.