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Moradores do Guarujá protestam contra ‘minidique gambiarra’ na zona sul de Porto Alegre

Brasil de Fato ·
Moradores do Guarujá protestam contra ‘minidique gambiarra’ na zona sul de Porto Alegre

Com faixas dizendo “IPTU em dia”, “precisamos de respostas” e “minidique gambiarra”, dezenas de moradores se reuniram neste sábado (15) na praça Zeno Simon, no bairro Guarujá , zona sul de Porto Alegre. Dois anos depois da enchente de 2024, a comunidade voltou à orla do Guaíba, que novamente está em cota de atenção, para cobrar da prefeitura informações sobre as intervenções feitas no local e medidas capazes de proteger a região de uma nova inundação.

A reportagem do Brasil de Fato percorreu a orla e verificou que, no entorno da saída do arroio Guarujá e ao longo de parte da praça, foi construído um cordão de terra e pedras, com cerca de 30 cm e chegando a 50 cm de altura em alguns trechos. Ao lado dos montes de terra, estão bags de areia, e a praça, recém-reformada, ficou tomada por terra, pedras e marcas da movimentação de máquinas.

Em determinado ponto, o chamado minidique termina, enquanto a praça segue sem estrutura semelhante. Moradores questionam a capacidade de proteção da intervenção e temem que, em uma nova cheia, a água desfaça os montes de terra e espalhe barro pela praça, pelas ruas e pelas casas do bairro.

Uma parte da intervenção teve resultado no problema específico de drenagem das ruas Jacipuia e arredores, uma das áreas mais baixas do bairro. Quando o Guaíba subia, a água retornava pelos bueiros e provocava alagamentos antes mesmo de avançar sobre as ruas. Nesse ponto, o bloqueio da saída da drenagem evita o refluxo, enquanto uma bomba móvel devolve ao Guaíba a água acumulada nas ruas.

Morador do Guarujá e um dos organizadores da manifestação, Ricardo Santana Pereira explica que a mobilização surgiu a partir das intervenções realizadas na região. “Esse ato, ele se inicia na falta de comunicação da prefeitura, né? A gente não sabe o que foi feito aqui. Essa obra emergencial, a gente precisa ter dados, e a gente não tem esses dados, a gente não tem informação”, afirma Pereira.

A preocupação também alcança os planos de longo prazo para o bairro. “A população precisa saber do que está sendo feito aqui. A gente precisa de dados, de informação. A gente quer saber sobre o projeto final, o projeto definitivo”, reforça.

Durante o ato, moradores criticaram ainda o cancelamento de uma reunião extraordinária da Comissão de Urbanização, Transportes, Habitação e Regularização Fundiária (Cuthab), que seria realizada no CTG Roda de Chimarrão, no próprio Guarujá, no início de agosto, para tratar do plano de proteção contra inundações.

Enquanto aguardam respostas, a comunidade acompanha os níveis da água e as previsões meteorológicas em grupos de mensagens. “Isso é normal aqui dos moradores”, disse, apontando para o Guaíba em nível elevado. “Então eu tenho um grupo que vem aqui na hora, avisa: ‘Ó, o nível tá desse jeito’. É uma situação muito ruim, é muito difícil viver assim.”

Aos 88 anos, Vera Mari Pinto também foi à praça participar da mobilização. A casa da família foi atingida em 2024. “Desde a enchente perdemos tudo, não nos recuperamos ainda.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.brasildefato.com.br — o conteúdo pertence a Brasil de Fato.

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